quarta-feira, 3 de maio de 2017

Entidades de direitos humanos acompanham conflito no Maranhão

Representantes da OAB, Pastoral da Terra e Secretaria Estadual de Direitos Humanos se reuniram com indígenas nesta quarta-feira (3)

O boletim médico da Secretaria de Estado da Saúde (SES) desta quarta-feira (3), diz que os três índios gamelas internados no Hospital Dr. Tarquínio Lopes Filho estão estáveis. O paciente José André Ribeiro segue sob cuidados, com uso de antibióticos para tratamento da lesão pulmonar.

Já Aldeli de Jesus Ribeiro recebeu alta da UTI, com boa evolução do quadro lesional, sem dores e segue o tratamento com antibióticos e exames de controle. José de Ribamar Mendes permanece em estado de observação com estabilidade clínica e sem dores, cumprindo protocolo de antibioticoterapia.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), os índios gamelas têm uma presença histórica nessa região. Desde a época do descobrimento, ocupavam uma área que vinha desde o Piauí até essa região no norte maranhense. Aos poucos, foram perdendo espaço e há três anos iniciaram o que estão chamando de reocupação de parte das terras perdidas.

Segundo a Pastoral da Terra, a demora na demarcação de terras indígenas no Maranhão tem acirrado os ânimos entre proprietários rurais e índios. "Quando o estado se ausenta se torna uma situação que certamente vai virar conflito", afirmou Ronilson Costa, coordenador estadual da Pastoral da Terra.

Dados do Conselho Indigenista Missionário dão conta de que no ano passado, oito lideranças indígenas foram assassinadas no Maranhao. Uma delas, da etnia Gamela. Na lista de 72 lideranças ameaçadas de morte da Pastoral da Terra, há 12 indígenas, sendo oito Gamelas. Atualmente há seis etnias aguardando demarcação de terras pela Funai no Maranhão.

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