Espaço custou R$ 1,1 milhão e tem previsão de começar a funcionar no dia 15 de maio. Falta do serviço é uma das razões apontadas pelo Estado para justificar atrasos no Samu.
A engenheira responsável pela obra apresentou as divisões do espaço. A construção e a compra dos equipamentos custaram cerca de R$ 1,1 milhão. O espaço tem 70 metros quadrados. A previsão é de que a segunda fase seja entregue dia 5 de junho e que a terceira e última saia em 6 de julho.
A conclusão da primeira fase foi anunciada durante uma reunião entre representantes do HSJD, da Comissão Interventora, do Município e do Estado. De acordo com a superintendente geral do hospital, Elias Regina Guimarães, a Sala Vermelha vai estabilizar pacientes até que eles sejam encaminhados a outros hospitais.
"Eles são estabilizados em uma estrutura de CTI [Centro de Terapia Intensiva] e, a partir daí, o paciente é devolvido com a determinação de que seja encaminhado a leito comum ou pra CTI. É uma especialidade que a região pode ajudar a resolver. Se um paciente veio de Formiga, por exemplo, e foi estabilizado aqui, ele pode ser encaminhado de volta à cidade de origem. O fato de estar na sala vermelha não significa que ele faça parte do Hospital São Joao de Deus. Esse é um caminho em que se estabiliza o paciente até que ele possa ser destinado à sua região", explicou.
O diretor técnico Eduardo Matar disse que mesmo que o Samu ainda não esteja funcionando, a Sala Vermelha começará a atender no dia 15 de maio. "Nós vamos manter esse compromisso, independente da inauguração ou não do Samu. Entretanto, no caso de começarmos sem o Samu operando, teremos de operar em um fluxo diferente. Ou seja: os pacientes só poderão acessar a Sala Vermelha via central de regulação do SUS Fácil. Não fica sendo porta aberta para a população, mas começa a funcionar junto com outras especialidades, mas com acesso restrito à central de regulação", detalhou.
A primeira fase da Sala Vermelha é composta por quatro camas destinadas a pacientes que passam pelo atendimento inicial após passarem pelo Samu. O local é estruturado para atender a oito especialidades. Serão 13 profissionais trabalhando por turno.
A inauguração do Samu já foi adiada quatro vezes. Um dos motivos alegados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) era a não conclusão da Sala Vermelha. Mesmo com a primeira fase já concluída, o órgão ainda não tem previsão de quando o serviço móvel começará a operar na cidade.
"Falta agora só a assinatura de contrato do custeio do Samu, que é o valor mensal que o Estado tem que repassar ao consórcio para dar prosseguimento aos trabalhos que serão desenvolvidos pelo Samu. Esse valor em torno de 2,3 milhões por mês se refere ao pagamento de pessoal e à manutenção do dia a dia do Samu", disse José Márcio Zanardi, secretário-executivo do consórcio.
Eduardo Matar acredita que o começo das operações na Sala Vermelha contribua para diminuir a demanda por atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). "Isso ajuda. A Central de Regulação sabe de todos os pacientes que estão na UPA. Então, ela vai poder selecionar os casos de maior gravidade e destinar os casos à Sala Vermelha para o atendimento adequado", acrescentou.
Durante o mesmo evento, o HSJD anunciou uma mudança no Conselho Curador da Fundação Geraldo Correia, mantenedora do hospital. Idelbert Bueno e Eduardo Sérgio da Silva foram tomaram posse como novos presidente vice-presidente, respectivamente. O mandato tem duração de três anos.
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