Idoso foi ameaçado e expulso do Vila Esperança por dupla armada no domingo (28). Investigação corre em sigilo; PM pede que vítimas continuem denunciando.
As polícias Militar e Civil estão apurando o caso de um idoso que foi expulso de casa por criminosos do Bairro Vila Esperança, em Juiz de Fora. A vítima, que tem 65 anos, denunciou no último domingo (28) que foi obrigado por duas pessoas, de 17 e 22 anos, a se mudar da região para não ser morto.
A assessoria da Polícia Civil informou que o inquérito está sob a responsabilidade da 3ª Delegacia e as investigações seguem em sigilo. A Polícia Militar (PM) solicitou que mais denúncias sobre este tipo de caso sejam registradas.
"As pessoas ficam com medo de denunciar e isso nos atrapalha a identificar e coibir os responsáveis", analisou o comandante da 173ª Companhia, responsável pela Zona Norte da cidade, capitão Ricardo França.
Testemunha expulsa
Ter presenciado um crime colocou um idoso de 65 anos na mira do
O adolescente e o jovem foram presos por roubar uma pessoa na frente da casa do idoso há cerca de quatro meses. Depois que foram soltos do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), eles foram armados até a residência e avisaram à vítima que ela seria morta se não se mudasse para outro bairro.
Neste domingo, após ser ameaçado pela segunda vez, o morador registrou a ocorrência e avisou que iria se mudar para proteger a família. Ele foi orientado pelos militares a procurar a Polícia Civil.
No Registro de Evento de Defesa Social (Reds), a PM informou que um dos envolvidos vem expulsando moradores do bairro "como forma de mostrar poder e intimidar toda a comunidade" e que "qualquer pessoa do bairro que se opõe às ações do autor e seus comparsas, é motivo para se tornarem desafetos e inicia-se então a série de ameaças até que a família mude do bairro", conforme a ocorrência.
Faltam denúncias, diz PM
Outro ponto abordado no Reds foi confirmado ao G1 pelo comandante França - nem todos os moradores expulsos registram Boletim de Ocorrência (BO), o que impede que a PM seja oficialmente comunicada do fato.
"Para que a gente monitore e tome providências, a comunidade precisa denunciar nos postos, informar pelo 190 ou pelo Disque-Denúncia Unificado (DDU), o 181. A identidade do denunciante é preservada. Ao sofrer ameaças, os moradores se calam e vão embora. Muitos casos a PM não tinha conhecimento e, quando o envolvido é identificado, nós ficamos sem registros oficiais que permitam acionar o Judiciário", explicou.
O capitão destacou que Juiz de Fora está lidando com um problema nacional que precisa ser combatido. "Há registros destas ações em conjuntos residenciais e em bairros com degradação social grande, com jovens e crianças abandonados em contato com o crime. É uma das consequências desta falta de desestrutura em diferentes setores" , afirmou.
Ele disse que outros cinco suspeitos foram detidos por envolvimento em um homicídio no bairro e por também ameaçarem outros moradores. "Temos um policiamento constante na região, por isso é importante a ajuda da comunidade. Com base em informações já levantadas, estamos montorando os possíveis autores", concluiu o comandante da 173ª Companhia.
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