“Remissão pela Leitura” entra na segunda edição; cerca de 20 presos já foram beneficiados. Campanha “Doe seu Livro usado e ganhe um Sorriso Novo” faz parte do projeto.
O projeto “Remissão pela Leitura” foi implantado no presídio Floramar em Divinópolis. Na primeira edição foram beneficiados cerca de 20 detentos. A segunda será realizada no Pavilhão de Seguro, local onde os presos não têm trabalho ou frequentam a escola. Nesta etapa já foram feitas 16 inscrições.
Para cada livro lido, o detento tem redução de quatro dias na pena. Para isso, ele precisa, além da leitura, fazer e elaborar uma resenha que será corrigida e avaliada por uma Comissão Organizadora. A avaliação é dividia em ortografia, coesão e coerência, sendo que o detento tem que obter 60% do valor total da prova para ter aprovação.
De acordo com a diretora do Presídio Floramar, Elisabete Pinheiro Fernandes, o projeto será direcionado ao Pavilhão de Seguro, local que abriga detentos que não trabalham ou estudam dentro da unidade por não poder, por algum motivo, ter contato com outros. Os detentos que integram o projeto podem ler no máximo 12 livros por ano.
Ainda segundo Fernandes, o projeto é estadual e já havia sido autorizado pelo juiz de excussões penais de Divinópolis para ser implantado no presídio Floramar. Houve uma primeira edição que beneficiou cerca de 20 detentos, mas para a segunda a unidade prisional estava carente de livros. “Precisamos de 20 livros com o mesmo título e agora estamos conseguindo doações”, contou.
O diretor da Transoeste, Felipe Carvalho, lembrou sobre como a população pode contribuir. “Já está em andamento a coleta de livros usados em todos os ônibus do consórcio e nos pontos de venda próprios do Divpass [cartão usado pelos usuários de transporte como passe]. Coletamos os livros e catalogamos, separando por tipo de literatura. Alguns deles irão para o presídio Floramar e vão ajudar na ressocialização do detento”, explicou.
Já foram recolhidos mais de 2.500 livros em três semanas de campanha. Além do presídio, creches e escolas públicas receberão as doações. “Qualquer cidadão pode doar, não precisa ser usuário de ônibus. Se ele tiver um livro para doar pode parar um ônibus no ponto e entregar ao motorista”, concluiu.
0 comentários:
Postar um comentário