terça-feira, 4 de julho de 2017

Escola de Ji-Paraná, RO, é militarizada e aplica novo sistema no 2º semestre de 2017

Novo diretor foi empossado na manhã desta terça-feira (4). Outras duas escolas também recebem a mudança em Ariquemes e Vilhena.

Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Júlio Guerra em Ji-Paraná (Foto: Natália Pessoa/Rede Amazônica)Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Júlio Guerra em Ji-Paraná (Foto: Natália Pessoa/Rede Amazônica)

Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Júlio Guerra em Ji-Paraná (Foto: Natália Pessoa/Rede Amazônica)

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Júlio Guerra foi militarizada e teve o novo diretor oficializado na manhã desta terça-feira (4) em Ji-Paraná (RO), a cerca de 370 quilômetros de Porto Velho. A partir deste mês, a instituição passa a se chamar Escola Militarizada Tiradentes unidade 4. As outras unidades de Rondônia que seguirão o mesmo modelo estão situadas em Vilhena (RO), no Cone Sul, e em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari.

Conforme o novo diretor, tenente Paulo Lima, a busca é fazer o diferente e a principal mudança é na disciplina dos alunos. "Eles deixarão antigos hábitos e aprenderão novos. Será outra rotina diferenciada", anuncia.

Para que a militarização aconteça, os diretores são exonerados e as escolas passam a ser geridas por diretores militares, porém, permanece o mesmo quadro de funcionários e professores.

Para a representante do Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Rosângela Maru, a parceria entre educação e militares é necessária para uma educação melhor, mas só é possível, se as famílias também ajudarem neste processo.

“Esta escola vem contribuir para que tenhamos êxitos. A escola militarizada não tem um varinha de condão que vai fazer mágica. Precisamos resgatar a disciplina, mas para isso, precisamos do apoio dos pais”, declara a coordenadora.

A escola existe há 40 anos no bairro Nova Brasília, tem cerca de mil alunos e conforme Rosângela, algumas caractarísticas pela qual foi escolhida é pelos anos de funcionamento e pelo índice de problemas com indisciplina, incluindo graves ocorrências.

Além disso, antes da oficialização do processo, reuniões foram realizadas com alunos e pais para que fosse de comum acordo que a militarização iniciasse no segundo semestre. "Nada foi de surpresa, tudo antes foi conversado em reuniões com pais, alunos e servidores para que o processo começasse agora", explica.

O comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar (PM), Major João Sena, acredita que esta é uma maneira da PM contribuir mais com a sociedade. "A PM tem a missão de proporcionar o policiamento ostensivo. Mas pela carência de limites, respeito e disciplina, ela tem investido em programas sociais. O colégio militarizado é mesma coisa”, explica.

Nova direção da escola foi empossada nesta terça-feira, 4 (Foto: Pâmela Fernandes/G1)Nova direção da escola foi empossada nesta terça-feira, 4 (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

Nova direção da escola foi empossada nesta terça-feira, 4 (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

De acordo com um dos defensores e idealizadores do projeto, o vereador Jhony Paixão, a ação melhorará os índices de aprovação dos alunos em universidades públicas, assim como o modelo existente no Amazonas.

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