G1 recebeu denúncia de que havia rachadura em barragem, mas Polícia de Meio Ambiente diz que obra de manutenção está regular.
Na tarde desta quarta-feira (5), a Polícia Militar de Meio Ambiente esteve na cidade de Conceição do Pará para verificar denúncias de que a barragem de Bento Lopes havia sofrido uma rachadura e dejetos teriam atingido o Rio Pará. No local foi constada uma obra de manutenção e que toda a ação está regular, sem dano à população ou ao meio ambiente.
O G1 recebeu uma denúncia de um internauta, que não quis se identificar, dizendo que a cor da água do rio estava escura e barrosa, que havia uma rachadura na barragem, que a empresa estava usando caminhões de terra para “tapar” o buraco e que resíduos estavam atingido o rio.
De acordo com o comandante da 7ª Companhia de Meio Ambiente e Trânsito, Major Paulo Antônio Moares de Paula, o grupamento de Pitangui foi até Conceição do Pará após denúncias dos moradores da região e constatou que havia uma intervenção para reparo da barragem CGH Bento Lopes, da Companhia de Tecidos Santanense. A informação é de que a intervenção foi autorizada pela Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram).
Ainda de acordo com o major Paulo, houve a construção de uma ensecadeira - espécie de tapume estanque provisório - no Rio Pará, com utilização de argila, terra e pedras para represamento da água do rio. “Com o término das obras, a empresa está rompendo a ensecadeira, retirando toda a terra, e depositando na fazenda”.
O comandante acrescentou que não houve dano para a população com relação à falta de água e nem danos ao rio Pará.
O G1 entrou em contato com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para saber o motivo da manutenção e os procedimentos a serem tomados, mas ainda não obteve resposta. Também tentou contato com a Santanense, mas nenhum responsável foi encontrado na empresa para falar sobre o assunto.
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