Promotora considerou que o acusado assumiu o risco de matar a namorada.
O Ministério Público do Estado (MPCE) denunciou na última terça-feira (4) à Justiça o empresário Gregório Donizetti Freire Neto, o 'Greg', por homicídio doloso. A promotora Joseana França considerou que o acusado assumiu o risco de matar a namorada, quando aplicou duas doses de morfina na jovem.
Segundo a denúncia, a estilista Yrna Castro, de 27 anos, morreu na madrugada do dia 1º de maio de 2016, depois de fazer uso de uma droga injetável, junto com o então namorado, Gregório Donizetti, da mesma idade.
O corpo da jovem foi encontrado pela polícia no porta-malas do carro dele. Após quase um ano de investigações, Gregório foi indiciado por ocultação de cadáver e homicídio culposo - quando não há intenção de matar. Agora, na fase da denúncia, o Ministério Público alterou a acusação para homicídio doloso.
Advogado da família de Yrna, Cândido Albuquerque afirma que agora acredita que o rumo das investigações tomou o sentido certo. "Na verdade o Ministério Público está fazendo Justiça com a família da vítima. A familia da vítima sofreu muito com a condução deste inquérito. Indiciar por crime culposo na verdade foi um prêmio. Entretanto esse prêmio foi retirado pelo MP. Ele está em liberdade. Agora ele será citado. Haverá a instrução do precesso. E depois ele vai ser submetido ao júri popular"
O advogado Leandro Vasques, que defende Gregório, discorda da visão da promotoria. O advogado conta que o casal vivia em plena harmonia, sem qualquer desavença. E reforçou que os dois eram usuários de morfina.
"Discordamos da visão da promotoria. Greg e Yrna viviam em plena harmonia, sem qualquer desavença. Ademais ambos eram usuários de morfina habituais. Um deles vem a óbito e a perícia constata a overdose como causa da morte. Poderia ter sido o próprio Greg, afinal, o uso da droga naquela madrugada foi absolutamente consensual, como sempre faziam. Isso é o clássico exemplo de uma tragédia", explica.
Ainda de acordo com advogado Leandro Vasques, a vítima, Yrna assumiu livremente arriscar sua vida por usar drogas com frequência. "Querer se sustentar que Greg deve responder por homicídio doloso (intencional) é contorcionismo jurídico. O dolo eventual, indicado pelo Ministério Público, ocorreria se Greg tivesse assumido o risco de causar a morte de Yrna, não se importando se ela viesse ou não a óbito. Isso não ocorreu de forma alguma. Yrna assumiu livremente arriscar sua vida por usar drogas com frequência, tanto é que autoridade policial, em seu relatório que resume toda a investigação do caso, e enxergou apenas homicídio culposo (sem intenção). Seria menos grave, mas eu não enxergo crime algum nesse caso. A palavra final será do Judiciário e confiamos numa solução sem excessos".
Yrna de Sousa, de 27 anos, morreu na madrugada de domingo, 1º de maio, e foi mantida no porta-malas do carro do namorado por pelo menos 12 horas. O GPS do carro de Gregório mostra que ele esteve em três bairros de Fortaleza com o corpo de Yrna. Por não comunicar imediatamente sobre a morte da garota, ele foi indiciado por ocultação de cadáver. Em depoimento à polícia, Gregório afirmou que os dois fizeram consumo de drogas, o que levou a garota à morte.
0 comentários:
Postar um comentário