sábado, 8 de julho de 2017

Moradores de assentamento reclamam de demora na entrega de casas em Codó

Construção de casas no assentamento Raposa do Zeca Farias, na zona rural de Codó no Maranhão, estão abandonadas há anos pelo Incra.

Moradores do assentamento rural Raposa do Zeca Farias, na zona rural de Codó, a 260 km de São Luís, reclamam da demora na entrega das casas que estão sendo construídas por meio de um projeto social realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Segundo os moradores as obras chegaram a ser iniciadas, mas estão inacabadas há anos. Das 97 famílias contempladas com o projeto, algumas já receberam suas casas, mas grande parte desse número ainda não recebeu nenhum posicionamento sobre quando as casas terão condições para serem habitadas.

O mato cresce ao redor das casas abandonadas e apenas a estrutura das paredes e os locais para a colocação do telhado e das portas e janelas foram colocadas.

Vaniele de Sousa ainda tem esperanças que um dia terá sua casa própria, mesmo sem saber quando finalmente irá se mudar. Segundo a lavradora, desde quando as obras foram abandonadas o Incra nunca mais voltou ao povoado para dar explicações. “Quem não sonha em ter sua própria casa? (...) Nada, nunca mais que o Incra nunca mais apareceu aqui. Nem uma resposta”, conta.

A lavradora Maria de Jesus Borges teve que improvisar uma casa enquanto espera a entrega da obra. Ela revelou que mesmo que se houvessem condições financeiras, ela já teria colocado o telhado, as portas e janelas para que ela pudesse se mudar. Mas por conta do grande número de pessoas que ela sustenta com apenas R$ 220 reais por mês, a única solução é esperar o Incra finalizar a obra.

“É o jeito esperar né? Porque eu não tenho condições né. Se dissessem assim, eu teria comprado a telha, comprado as coisas, ai eu faria um puxado para outra casinha para os meus meninos. Mas eu não tenho condições, eu só tenho o Bolsa Família dos meninos e não dá nada. Eu recebo R$ 220 reais, não dá nem pra comer”, explicou.

Alguns moradores cansaram da espera e resolveram morar nas casas antes da conclusão. Carlos Santos, um dos contemplados, teve que colocar por conta própria portas e janelas na casa em que divide com seu irmão. “Ainda falta colocar as coisas ali na janela, as portas para ali. Mas ainda não veio não, está tudo inacabado”, disse.

O banheiro da casa ainda não está finalizado, e ele é obrigado a fazer suas necessidades no mato. “(...) a gente faz ali no mato”, finalizou.

O Incra foi procurado para comentar sobre a construção das casas no assentamento, mas ninguém foi localizado.

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