segunda-feira, 10 de julho de 2017

No AP, três quadrilhas estilizadas ficam em primeiro lugar no Arraiá do Meio do Mundo

Grupo Revelação, uma das campeãs, contesta resultado. Polêmicas envolvendo o volume do som e fogos de artifícios marcaram a final do concurso no Sambódromo, em Macapá.

Após quatro meses de muito ensaio, pré-festivais e seletivas, o Amapá apresentou as quadrilhas estilizadas que campeãs do Arraiá do Meio do Mundo, concurso junino estadual realizado no Sambódromo, em Macapá. Os grupos Revelação, Simpatia da Juventude e Sorriso Cristalino empataram e conquistaram o título. Final aconteceu no domingo (9).

As quadrilhas foram avaliadas nos quisitos tema, dança, passo de quadrilha, miss caipira, criatividade, harmonia de passos e evolução, conjunto, entrada e saída e indumentária. Revelação e Simpatia representaram a capital e a Sorriso Cristalino veio do município de Laranjal do Jari.

Apesar da vitória, a Revelação contestou o resultado final. De acordo com a diretoria da quadrilha, o regulamento do concurso junino diz que em caso de empate do primeiro lugar, o quesito “conjunto” decidiria a única vencedora.

Na noite de sábado (8), a final do concurso das quadrilhas estilizadas foi interrompida após o suposto corte de fios do som e uma confusão envolvendo um policial militar. Três grupos tiveram, que se apresentar no domingo. O caso foi relatado e publicado na página pessoal no Facebook da presidente da Fefap, Daiane Ronieli Santos.

De acordo com a publicação, Daiane recebeu ordem de prisão de policiais ao tentar conter o conflito para dar prosseguimento a programação do evento. A Polícia Militar (PM) informou que desconhece o caso e vai apurar as acusações sobre a corporação.

“Mais de 5 mil pessoas assistiam pacificamente as apresentações, quando um cabo do som foi cortado propositalmente, o que atrasou as apresentações em mais de uma hora, fato que todos sabem, prejudicial ao espetáculo, uma vez que a FEFAP tem licença para realizar o evento, com horário de encerramento fixado, embora haja lei da prefeitura determinando que eventos culturais não tem hora para iniciar e para acabar [sic]”, diz um trecho da publicação de Daiane.

Para a federação, o corte dos fios foi criminoso. Segundo a Delegacia de Meio Ambiente (Dema), moradores efetuaram denúncias sobre fogos de artifícios e o alto volume do som. O delegado Sávio Pinto disse que esteve no sambódromo e constatou o uso inadequado dos fogos de artifícios e o som excedente.

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