quarta-feira, 19 de julho de 2017

Número de homicídios em Pompéu em 2017 ultrapassa todo o ano passado

Aumento do número de homicídios em Pompéu deixa moradores inseguros (Foto: Reprodução/TV Integração)Aumento do número de homicídios em Pompéu deixa moradores inseguros (Foto: Reprodução/TV Integração)

Aumento do número de homicídios em Pompéu deixa moradores inseguros (Foto: Reprodução/TV Integração)

Durante 2016, oito pessoas foram assassinadas em Pompéu, segundo dados da Polícia Militar (PM). Este ano, de janeiro até o dia 16 de julho, dez homicídios foram registrados na cidade, além de seis tentativas – quando a vítima sobrevive. Em muitos casos ,os autores são adolescentes e a motivação é o tráfico de drogas.

A diferença dos números foi notada pela população, que tem se assustado. "Nós estamos ficando com medo. Sair à noite na rua está ficando complicado. O trem tá feio aqui”, destacou o comerciante Marcos Campos. "Toda semana tem assassinato e é muito triste porque são pessoas que nós conhecemos”, completou a secretária Fernanda Pereira.

As estatísticas da Polícia Militar apontam que a cada 13 dias uma pessoa é assassinada no município, que tem pouco mais de 25 mil habitantes. Os dados apontam, ainda, que geralmente os crimes são cometidos por adolescntes. “A gente tem informações de envolvimento de muitos menores nestes crimes. Esta sensação não é somente em Pompéu, ela acontece no país todo. A sensação de impunidade leva a eles mais coragem, mais facilidades para cometer este tipo de crime”, comentou o comandante do 3º Pelotão da Polícia Militar de Pompéu, tenente Márcio José dos Santos.

E dos dez homicídios registrados este ano na cidade, oito tem relação com o tráfico de drogas. “A maioria dos crimes está relacionado a dívidas de drogas ou desacerto com relação ao ponto de tráfico, ou até mesmo tentativa de se assumir o lugar que estava dominado por determinado traficante. Isso gera este embate que acaba resultando no homicídio”, explicou o comandante.

Grande parte dos homicídios registrados ocorreu nos bairros Volta do Brejo e Aritana, e isso deixa os moradores temerosos. “A gente fica com medo e tem que sempre ficar preso dentro de casa, porque como que sai com o mundo difícil do jeito que está?”, questionou o motorista Cristian da Silva. “Sentimos muito medo até mesmo dentro de casa porque uma hora pode entrar alguém e fazer alguma coisa com a gente”, desabafou a estudante Laís aparecida.

O último homicídio registrado na cidade foi no último domingo (16), no Bairro Volta do Brejo. Um jovem de 23 anos foi espancado até a morte. A vítima era usuária de drogas e o principal suspeito do crime é um adolescente de 15 anos.

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