Polícia apura nome verdadeiro de suspeita. Em pelo menos dois documentos, as digitais são iguais. Mulher estaria aplicando golpes na Previdência Social e Justiça Federal.
De acordo com o delegado Alain Leão, a investigação começou em 2016, quando a mulher, que aparenta ter 60 anos, fez várias tentativas para conseguir uma aposentadoria rural na Justiça Federal e na Previdência Social. Ela havia usado duas identificações diferentes nos dois órgãos, com prenomes diferentes, e, como não preenchia os requisitos, os órgãos começaram a desconfiaram.
“Uma hora ela se apresentava como Adelaide e outra hora como Valdomira. […] Ainda não é possível saber a identidade dela, porque até os vizinhos a chamavam por um nome, e ela se apresentou por outro. A gente vai precisar solicitar junto aos órgãos as versões originais inclusive para saber se o documento foi expedido ou foi fabricado por terceiros”, explicou o delegado da PF, Alain Leão.
Com uma das identificações, a PF identificou que a suspeita recebe benefício de aposentadoria por idade. O delegado informou que vai avaliar o processo para concessão do benefício neste caso.
A polícia informou ainda que vai realizar novas análises para identificar a autenticidade documental de todas as certidões encontradas na casa da suspeita, no bairro Infraero 2, na Zona Norte. A partir desse processo, segundo Leão, podem ser descobertos outros crimes praticados por ela.
“Podemos ver aqui diversos documentos que foram apreendidos e iremos fazer o trabalho de avaliar um a um, verificando quais os que são concedidos por órgãos competentes, inclusive saber se há a participação de terceiros no crime”, declarou Leão.
Foram realizados um mandado de busca e apreensão e um de prisão preventiva durante a operação. A justiça também havia expedido um mandado de busca e apreensão em Laranjal do Jari, mas que não foi cumprido porque os documentos necessários para a investigação foram localizados na capital.
Ela estaria usando documentos falsos desde 2015, segundo investigação policial. A mulher foi presa em Macapá e o delegado informou que a oitiva dela ainda aconteceria nesta terça-feira para, em seguida, transferi-la para o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
Ela poderá responder pelos crimes de tentativa de estelionato, falsificação de documento público e falsidade ideológica.
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