terça-feira, 4 de julho de 2017

PF apreendeu 5 identidades diferentes de mulher presa por fraudes em aposentadorias no AP

Polícia apura nome verdadeiro de suspeita. Em pelo menos dois documentos, as digitais são iguais. Mulher estaria aplicando golpes na Previdência Social e Justiça Federal.

De acordo com o delegado Alain Leão, a investigação começou em 2016, quando a mulher, que aparenta ter 60 anos, fez várias tentativas para conseguir uma aposentadoria rural na Justiça Federal e na Previdência Social. Ela havia usado duas identificações diferentes nos dois órgãos, com prenomes diferentes, e, como não preenchia os requisitos, os órgãos começaram a desconfiaram.

“Uma hora ela se apresentava como Adelaide e outra hora como Valdomira. […] Ainda não é possível saber a identidade dela, porque até os vizinhos a chamavam por um nome, e ela se apresentou por outro. A gente vai precisar solicitar junto aos órgãos as versões originais inclusive para saber se o documento foi expedido ou foi fabricado por terceiros”, explicou o delegado da PF, Alain Leão.

Com uma das identificações, a PF identificou que a suspeita recebe benefício de aposentadoria por idade. O delegado informou que vai avaliar o processo para concessão do benefício neste caso.

A polícia informou ainda que vai realizar novas análises para identificar a autenticidade documental de todas as certidões encontradas na casa da suspeita, no bairro Infraero 2, na Zona Norte. A partir desse processo, segundo Leão, podem ser descobertos outros crimes praticados por ela.

“Podemos ver aqui diversos documentos que foram apreendidos e iremos fazer o trabalho de avaliar um a um, verificando quais os que são concedidos por órgãos competentes, inclusive saber se há a participação de terceiros no crime”, declarou Leão.

Foram realizados um mandado de busca e apreensão e um de prisão preventiva durante a operação. A justiça também havia expedido um mandado de busca e apreensão em Laranjal do Jari, mas que não foi cumprido porque os documentos necessários para a investigação foram localizados na capital.

Ela estaria usando documentos falsos desde 2015, segundo investigação policial. A mulher foi presa em Macapá e o delegado informou que a oitiva dela ainda aconteceria nesta terça-feira para, em seguida, transferi-la para o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).

Ela poderá responder pelos crimes de tentativa de estelionato, falsificação de documento público e falsidade ideológica.

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