Tempo superior a 24 horas para laudo impede continuidade de prisões após audiências de custódia. Politec explica que detecção de compostos no ecstasy chega a 10 dias.
A apreensão de 1 mil porções de drogas sintéticas em apenas três dias em Macapá é resultado das investigações da Polícia Civil. A principal hipótese é que os materiais estejam sendo comercializados em festas e raves. Mas, a demora na identificação dos entorpecentes estaria dificultando algumas prisões.
As operações chegaram a prender suspeitos, mas alguns foram liberados preventivamente pois o prazo para a identificação completa do material sintético é superior a um dia, informou a Polícia-Técnico Científica (Politec).
O tempo de 24 horas é o previsto pela Justiça para a realização da audiência de custódia, mas sem o laudo sobre o material aprendido, é descartada a prisão. Prazo que estaria atrapalhando as investigações, informou a Polícia Civil.
Uma dessas situações aconteceu no sábado (1º), na capital, quando uma pessoa presa com 164 pilulas de ecstasy foi liberada pelo juiz após a não comprovação de que a substância seria entorpecente. A Politec explica que a composição das pílulas, com até 10 compostos diferentes, retarda a obtenção da comprovação, que dependendo do caso pode chegar a 10 dias.
"O laudo de constatação é um resultado preliminar que vai dizer se tem maconha ou cocaína. No caso das drogas sintéticas eu não tenho um teste preliminar pra dizer se a pílula tem ou não anfetaminas", detalhou Henderson Gomes, diretor do laboratório forense da Politec.
Com o impedimento de um resultado preliminar no caso das sintéticas, as análises das substâncias são feitas de duas formas, através de infravermelho e de um cromatógafo gasoso. O estudo precisa estar próximo dos 100% para comprovar a presença de substâncias proibidas.
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