sexta-feira, 28 de julho de 2017

Pró-reitor anuncia seminários para que população avalie processo seletivo da UFU

Após polêmica em torno da criação de uma fase de entrevistas para selecionar candidatos cotistas e da troca na diretoria do setor responsável pelo vestibular, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) deve submeter o processo seletivo 2017 à avaliação popular. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (28) pelo pró-reitor de extensão e cultura Helder Eterno Silveira, que concedeu uma coletiva de imprensa instituição.

Segundo Silveira, o debate em torno do vestibular já estava previsto pelo crononograma de atividades da instituição e o objetivo é envolver comunidade universitária, escolas e a população em geral.

"A nossa intenção é melhorar e refinar os processos. Se, nesse mecanismo de avaliação, houver o apontamento de mudanças para melhorar o processo, assim se fará, respeitando uma vontade coletiva. O que nós desejamos é que esse processo seja construído no coletivo", disse.

Vestibular UFU 2017 foi feito em um único final de semana e com terceira fase eliminatória para cotistas (Foto: Dirco/UFU/Divulgação)Vestibular UFU 2017 foi feito em um único final de semana e com terceira fase eliminatória para cotistas (Foto: Dirco/UFU/Divulgação)

Vestibular UFU 2017 foi feito em um único final de semana e com terceira fase eliminatória para cotistas (Foto: Dirco/UFU/Divulgação)

Em junho, a UFU realizou um vestibular com algumas mudanças. A aplicação da prova em um único fim de semana foi uma delas. A outra alteração considerada mais importante é a submissão de candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas a uma comissão de étnico-racial- etapa de caráter eliminatório e que excluiu do vestibular parte dos estudantes que se inscreveram como cotistas.

Durante esta semana, candidatos que se sentiram prejudicados pela comissão procuraram o Ministério Púbico Federal, que, no entanto, defende a entrevista como parte de um procedimento previsto em lei. Para o pró-reitor, a seleção de cotistas vai seguir o que determina a legislação.

"É muito sensível a averiguação das cotas, mas há uma determinação, um acórdão do STF com relação à avaliação fenotípica de pretos, pardos e indígenas. Estamos seguindo e vamos seguir estritamente o que manda tal legislação", observou o pró-reitor.

Paralelamente a essa discussão, a universidade exonerou na terça-feira (25) o diretor de processos seletivos, Dennys Garcia Xavier, que estava na função desde janeiro, e nomeou a professora para a direção a professora Maura Alves de Freitas Rocha, que responde a uma ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) devido à quebra de sigilo de concurso público realizado pela UFU há cerca de quatro anos. Maura e outros três réus foram condenados em primeira instância em outubro do ano passado e o processo tramita no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), aguardando apreciação de recurso.

"Ser citada numa sentença não significa que ela está condenada, porque não é uma tramitação em julgado. Nesse sentido, a professora Maura, tanto quanto outro agente público, no seu direito de recurso tem a possibilidade de, constitucionalmente, e atendendo a normas republicanas, de assumir os diferentes cargos públicos", comentou Silveira sobre a questão.

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