quarta-feira, 5 de julho de 2017

Projeto 'Alozinho' vai percorrer praças e balneários de Macapá

Trotes representam cerca de 18% das ligações ao 190. Em 70% dos casos, o crime é praticado por um adulto. Campanha de verão quer conscientizar população.

Durante todo o mês de julho, as atividades do projeto "Alozinho", que combate a prática do trote para a polícia, deixa as salas de aulas e vai para as praças e balneários de Macapá. O objetivo dessa vez não é conscientizar somente as crianças, mas também os pais, uma vez que o público adulto representa 70% dos praticantes desse tipo de crime.

A atividade de verão faz parte da programação de 6 anos do projeto, que segundo a Polícia Militar do Amapá (PM-AP), desde sua criação, está contribuindo para a redução no número de trotes. Atualmente eles representam cerca de 18% das ligações ao 190, índice abaixo da média nacional, que é de 23%.

Quando o Centro Integrado de Operações e Defesa Social (Ciodes) foi criado, os trotes representavam 45% das ligações, atualmente o número caiu para 27%. O coordenador do projeto, tenente Lucas Santos, acredita que por meio dos pais, o trote pode ser combatido dentro de casa.

"Nossas atividades são muito voltadas para o público infantil, essa atividade fora das escolas vai apresentar o projeto para outro público. Nosso foco é conscientizar também os pais e os adolescentes para coibir esse tipo de crime", reforça o tenente.

O trote é um crime que causa transtornos e interfere nos atendimentos de emergência. Em casos mais graves, colocam em risco a vida de quem atende um chamado falso. Previsto no artigo 266, de pertubação ao serviço, a "brincadeira" prevê penalidades que vão 1 a 3 anos e multas.

A partir de agosto o projeto volta para as escolas da capital e até o fim do ano, 12 instituições de ensino devem ser visitadas.

Foi criado em 2011, em homenagem a bombeiro militar Patrícia Gonçalves Façanha, que morreu num acidente no caminhão da corporação enquanto se deslocava para atender uma falsa chamada de incêndio, em 6 de janeiro de 2006.

A morte da oficial resultou na criação da lei que implementou o projeto “Alozinho”, onde o Ciodes atua com campanhas educativas em cidades, comunidades e escolas visando orientar as pessoas sobre chamadas falsas, feitas, geralmente, por crianças, adolescentes e jovens, que, na maioria das vezes, usam telefones públicos para evitar a identificação.

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