Hospital de referência volta a atender casos de urgência e emergência (Foto: HMTJ/Divulgação)
Aos poucos, o atendimento no setor de urgência e emergência do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HTMJ) começa a ser regularizado em Juiz de Fora. Nesta quarta-feira (9), o serviço completou 21 dias de reabertura, após ficar mais de dois anos com as atividades suspensas. A expectativa agora é que a retomada no atendimento beneficie moradores de 94 municípios da região, além de reduzir a fila no atendimento do Hospital de Pronto Socorro (HPS).
O novo contrato do HMTJ com o Governo de Minas prevê o recebimento mensal de uma verba de R$ 200 mil para complementar as despesas do hospital filantrópico.
De acordo com o secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, o retorno do serviço foi possível graças a uma série de reuniões e negociações entre a direção do HMTJ, Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria de Estado de Saúde (SES).
“Foram várias reuniões tentando buscar o entendimento. Agora chegamos ao modelo para que HTMJ esteja de novo na rede, oferecendo um atendimento de complexidade menor, dentro do que precisa fazer e quais profissionais deve disponibilizar”, explicou.
Serviço foi ampliado
O presidente do Conselho Deliberativo do HMTJ, José Mariano Soares de Moraes, explicou que, quando a instituição parou de realizar os atendimentos em março de 2015, os serviços eram de nível 1, fato que mudou para este novo contrato.
“Agora o hospital está credenciado para realizar os atendimentos de urgência e emergência de nível 2, o que não inclui os casos de neurocirurgias. No entanto, estamos nos preparando para buscar a integralidade dos atendimentos”, explicou.
Para a subsecretária de Urgência e Emergência do Município, Adriana Fagundes, a retomada dos atendimentos no HMTJ é de grande importância, pois ajudará a desafogar o HPS.
“É um grande ganho para a saúde do município e da região, uma vez que os atendimentos que hoje são concentrados apenas no HPS poderão ser divididos. Com isso, haverá redução no tempo de espera, otimização das cirurgias e maior rotatividade dos leitos”, declarou.
Atualmente aproximadamente 850 mil pessoas são atendidas na rede da região macro sudeste de urgência e emergência.
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