terça-feira, 15 de agosto de 2017

Polícia Federal cumpre mandados em Uberlândia durante Operação ‘Hammer-On’

A Polícia Federal de Uberlândia cumpriu, na manhã desta terça-feira (15), dois mandados de busca e apreensão em desdobramento à Operação “Hammer-On”, deflagrada pela PF do Paraná em conjunto com a Receita Federal. A polícia investiga um grupo criminoso especializado na prática de crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

De acordo com a PF em Uberlândia, outros dois mandados de prisão preventiva que seriam cumpridos na cidade foram realizados em Curitiba (PR), onde os alvos se encontravam. Os documentos apreendidos serão encaminhados para o estado onde estão sendo conduzidas as investigações. Não foram informados os locais onde foram cumpridas as ordens judiciais.

Documentos levados à Delegacia Federal de Uberlândia serão encaminhados para o Paraná (Foto: Caroline Aleixo/G1)Documentos levados à Delegacia Federal de Uberlândia serão encaminhados para o Paraná (Foto: Caroline Aleixo/G1)

Documentos levados à Delegacia Federal de Uberlândia serão encaminhados para o Paraná (Foto: Caroline Aleixo/G1)

Investigações

Segundo as informações da Polícia Federal paranaense, as empresas controladas pela organização criminosa investigada movimentaram mais de R$ 5,7 bilhões de origem ilícita no período de 2012 a 2016.

Participam da operação cerca de 300 policiais federais e 45 servidores da Receita Federal que cumprem mais de 150 mandados em cinco estados brasileiros. Em Minas Gerais, Uberlândia foi a única cidade onde houve diligências.

As investigações, iniciadas em 2015, tiveram como foco um grupo criminoso composto de cinco núcleos interdependentes que utilizavam contas bancárias de várias empresas, em geral fantasmas, para receber valores de pessoas físicas e jurídicas interessadas em adquirir mercadorias, drogas e cigarros provenientes do exterior, especialmente do Paraguai.

O dinheiro ilícito era creditado nas contas das empresas controladas pela organização criminosa e, em seguida, enviado para o exterior usando o sistema internacional de compensação paralelo, sem registro nos órgãos oficiais, ou por intermédio de ordens de pagamento internacionais emitidas por algumas instituições financeiras brasileiras.

O nome da operação faz referência à técnica usada em instrumentos de corda para ligar duas notas musicais com uma mesma mão. Durante a operação, os brasileiros - demandantes dos serviços prestados pelos intermediários - que contrataram a organização criminosa para pagar os fornecedores paraguaios, bem como para ocultar dinheiro de origem criminosa, também foram alvos de investigação.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão temerária, operação irregular de instituição financeira e uso de documento falso.

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