quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Santa Casa em Juiz de Fora realiza primeiro transplante de fígado 

Santa Casa realiza primeiro transplante de fígado em Juiz de Fora

Santa Casa realiza primeiro transplante de fígado em Juiz de Fora

A Santa Casa de Juiz de Fora faz transplantes de órgãos desde 1983, mas na última sexta-feira (4) foi realizado o primeiro de fígado na unidade. E quem recebeu foi a cuidadora de idosos, Desiree Mariano, de 28 anos, diagnosticada com hepatite autoimune em 2013.

"A comunidade ganha porque oferecemos a possibilidade de moradores de Juiz de Fora e região serem atendidos e tratados em domicílio" , explicou o responsável pelo serviço de transplante de fígado no hospital, Gláucio Souza. Ele acrescentou que isso também amplia significativamente as possibilidades de tratamento das doenças do fígado, principalmente em casos de cirrose. "Acreditamos que o transplante é uma vocação e uma melhoria contínua na nossa instituição e no serviço que ela presta à comunidade", comentou.

A paciente Desiree Mariano permanece no quarto se recuperando da cirurgia e ainda não tem previsão de alta, mas assim que sair do hospital já tem compromisso marcado: a jovem foi pedida em casamento pelo noivo um dia antes de realizar o procedimento. O transplante era o único caminho para ela.

"Eu sabia que teria que realizar o transplante, mas não imaginava que seria tão rápido. Eu me cadastrei na fila em um dia e no outro já me ligaram", relata a cuidadora.

O ambulatório para avaliação dos pacientes que se candidatam ao transplante de fígado está em funcionamento desde junho de 2017, com capacidade para atender a demanda região. A equipe multiprofissional conta com médicos, anestesistas, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, imunologistas, cirurgiões e hepatologistas para dar mais eficiência e eficácia aos procedimentos.

De lá pra cá, o hospital já foram 747 procedimentos. Além da cirurgia de substituição de fígado, o hospital já faz transplantes de córnia e foi credenciado também para fazer de pâncreas.

O coordenador do programa, Gustavo Ferreira alerta sobre a importância da doação: "A conscientização é fundamental. Somente na Santa Casa, 310 pacientes aguardam na fila de transplante, ou seja, sem doação não há como ter transplantes", reforçou.

O coordenador também disse que todo mundo que deseja ser um doador deve conversar com a família e amigos, manifestando o desejo de doar se por algum motivo for morte cerebral. "A partir do diagnóstco de morte cerebral, se faz a abordagem do possível doador, mediante autorização da família e em seguida realizamos o procedimento", concluiu.

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