domingo, 15 de outubro de 2017

Antigo centro para menores em Macapá aguarda execução de projeto há 4 anos

Prédio foi depredado e acumula lixo e mato (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Prédio foi depredado e acumula lixo e mato (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Prédio foi depredado e acumula lixo e mato (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

São 4 anos de espera para execução de um projeto no antigo Centro de Educação Socioeducativo de Internação (Cesein), conhecido também como “Aninga”, localizado no bairro Buritizal, Zona Sul de Macapá. Abandonado desde 2013, o prédio foi depredado e acumula lixo e mato.

Em 2015, o governo informou que o espaço foi cedido para a Companhia de Água e Esgoto (Caesa), onde seria construída uma central de armazenamento de distribuição de água para o bairro Buritizal. Na época, a administração estadual informou que a obra não iniciou porque o recurso seria licitado e viabilizado junto à Caixa Econômica Federal.

Atualmente, o projeto continua o mesmo, mas ainda sem data para início de execução. Não foi informado o valor destinado para o trabalho.

Espaço foi destinado para a construção de uma central de distribuição de água (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Espaço foi destinado para a construção de uma central de distribuição de água (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Espaço foi destinado para a construção de uma central de distribuição de água (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

O prédio tem grande parte da estrutura comprometida. Uma árvore que tombou com uma ventania caiu em cima do telhado. As paredes estão tomadas pelo mato e pedaços de concretos podem ser encontrados por toda parte.

O local chegou a abrigar quatro famílias que não tinham para onde ir. Agora, são quatro pessoas que vivem no “Aninga” também por falta de opção.

Autônomo Isaac Andrade conta que a situação causa desconforto aos moradores (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Autônomo Isaac Andrade conta que a situação causa desconforto aos moradores (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Autônomo Isaac Andrade conta que a situação causa desconforto aos moradores (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Para o autônomo Isaac Andrade, a situação gera insegurança e riscos de saúde para os moradores da Zona Sul. Ela destaca que a estrutura está sendo utilizada por criminosos e a falta de iluminação ao redor facilita assaltos e prostituição de menores.

“O prédio agora serve para acumular entulho e prostituição, isso ao redor. À noite, é muito escuro. E dentro, deve ter vários focos de mosquito da dengue”, relatou o morador.

Amarildo Soares vive no prédio abandonado com outras pessoas (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Amarildo Soares vive no prédio abandonado com outras pessoas (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Amarildo Soares vive no prédio abandonado com outras pessoas (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Sem ter para onde ir, Amarildo Soares vive no prédio desativado com outras três pessoas, segundo ele. O grupo se abriga nas poucas áreas onde o telhado ainda não desabou.

“Esse é o único lugar onde eu tenho pra ficar. Mora aqui eu e mais três moleques [sic]”, disse.

*Com informações da Rede Amazônica no Amapá

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