quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Após soterramento que deixou mortos e feridos, área é monitorada em Juiz de Fora

Local onde deslizamento matou dois e feriu quatro trabalhadores passou por vistoria nesta quarta (4) em Juiz de Fora (Foto: Rodrigo Neves/G1)Local onde deslizamento matou dois e feriu quatro trabalhadores passou por vistoria nesta quarta (4) em Juiz de Fora (Foto: Rodrigo Neves/G1)

Local onde deslizamento matou dois e feriu quatro trabalhadores passou por vistoria nesta quarta (4) em Juiz de Fora (Foto: Rodrigo Neves/G1)

O setor da obra onde dois trabalhadores morreram soterrados e quatro ficaram feridos após o deslizamento de um barranco em Juiz de Fora permanece parcialmente interditado. Os funcionários só podem realizar serviços de contenção perto do barranco, que é monitorado pela Defesa Civil. A construtora foi procurada, mas não quis se posicionar.

Foi a ocorrência mais grave registrada após a forte chuva na noite de segunda-feira (2), que causou destelhamentos e alagamentos na cidade e gerou diversos transtornos. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que o fornecimento foi restabelecido na Rua 9 de Julho, no Bairro Granjas Bethânia, onde um morador flagrou o momento em que a força do vento arrancou um telhado.

Uma creche e uma escola permanecem sem aulas na cidade.

Barranco onde soterramento deixou mortos e feridos é monitorado em Juiz de Fora

Barranco onde soterramento deixou mortos e feridos é monitorado em Juiz de Fora

Barranco sob monitoramento

Engenheiros e técnicos da empresa responsável pela obra do condomínio residencial Arcádia fizeram uma vistoria no local do desabamento na manhã desta quarta-feira (4). Procurada pelo MGTV, as fontes da empresa não quiseram se posicionar sobre o assunto.

Um engenheiro disse à reportagem que o retorno das atividades nesta quarta era apenas para a contenção do barranco, única atividade na área do deslizamento autorizada pelos auditores do Ministério do Trabalho.

Durante vistoria na tarde de terça, os auditores interditaram o setor próximo ao barranco e liberaram as demais atividades da obra. Segundo o Ministério do Trabalho, foram solicitados documentos que devem ser apresentados pela empresa a partir de sexta-feira (6).

Segundo a Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), a obra do prédio de nove pavimentos possui alvará de licença regularizado e em dia. O documento foi emitido no dia 2 de maio de 2017, pela supervisão de aprovação de projetos e licenciamento de edificações e possui responsável técnico.

Três homens que ficaram feridos depois continuam internados. Dois estão no Hospital de Pronto Socorro (HPS), um aguarda resultado de exames e outro avaliação para cirurgia de tórax. Outro homem foi operado na perna no Hospital Maternidade Therezinha de Jesus. O quarto ferido deu entrada no HPS, onde foi medicado e liberado.

Segundo a Defesa Civil, o local permanece sob monitoramento por causa do risco de deslizamentos. Os vizinhos que saíram de casa já foram autorizados a voltar. “Uma equipe esteve ontem e retornou nesta manhã para avaliar o local. Por enquanto foi detectado que não há riscos iminentes para os vizinhos”, disse o subsecretário de Defesa Civil, Sérgio Ricardo de Oliveira.

Reparos dos locais destelhados

Os moradores da Rua 9 de Julho, no Granjas Bethânia, voltaram a ter energia elétrica por volta das 17h30 de terça-feira (3), segundo a assessoria da Cemig. O fornecimento foi suspenso por causa do telhado que foi arrancado pela força dos ventos e atingiu a fiação na via. (veja vídeo abaixo)

Morador filma momento em que telhado é arrancado pela força do vento em Juiz de Fora

Morador filma momento em que telhado é arrancado pela força do vento em Juiz de Fora

No Bairro Furtado de Menezes, pelo segundo dia, 120 crianças atendidas pela Creche Carlos Morais ficaram sem atendimento. Por causa da força dos ventos, o imóvel foi destelhado.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que providenciou a desmontagem da estrutura da unidade, que será transferida para um local provisório ainda não definido, enquanto o prédio passará pela reforma necessária. A secretaria está fazendo um orçamento de quanto ficará o serviço na instituição.

A chuva também causou estragos na Escola Municipal Santa Cândida, no bairro de mesmo nome. Duas salas anexas ao prédio foram destelhadas. A escola transferiu para outras salas os alunos do 1º e 2º periodos, que ficaram sem aulas na terça-feira. A secretaria informou que as atividades foram normalizadas e as telhas das duas salas devem ser trocadas na tarde desta quarta-feira (4).

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