sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Com saldo de empregos positivo, economia apresenta sinais de recuperação em Uberlândia

Demanda por empregos temporários deve impulsionar setor de serviços e comércio nos próximos meses (Foto: Artur Ribeiro)Demanda por empregos temporários deve impulsionar setor de serviços e comércio nos próximos meses (Foto: Artur Ribeiro)

Demanda por empregos temporários deve impulsionar setor de serviços e comércio nos próximos meses (Foto: Artur Ribeiro)

O índice na geração de empregos em Uberlândia continua demonstrando que a recuperação da economia vem ocorrendo, ainda que de forma lenta. Apesar do crescimento tímido, a cidade registrou 527 novos postos de trabalho em agosto deste ano. Em 2016, também em agosto, o saldo foi negativo, com 2.623 postos fechados.

O saldo também é quase sete vezes maior do que o de julho, quando foi registrada a criação de 68 posições de trabalho, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregos (Caged). Ao todo, agosto registrou 8.068 contratações (2,39% a mais que no ano passado) e 7.541 desligamentos. Os setores de comércio e serviços foram dois dos segmentos que apresentaram maior número de admissões. Confira tabela abaixo.

De acordo com o economista e sócio da ISF Crédito, Renan Würfel, os indicadores mostram que o país já passou pela pior fase da crise.

“Para uma cidade do porte de Uberlândia, o saldo ainda não é muito expressivo, mas ao menos não recuou. O PIB parou de ser negativo, as empresas melhoraram suas vendas e precisam contratar mais para aumentar a produção. A curva de fato virou e esses números corroboram para isso”, disse Würfel.

Saldo empregos por setor/Agosto

SETOR 2016 2017
Extrativa mineral -12 4
Indústria de transformação -571 129
Serviços ind. de utilidade pública -35 -5
Construção civil 99 -5
Comércio -1.611 50
Serviços 18 277
Administração pública -2 2
Agropecuária -509 75
TOTAL - 2.623 527

Ainda que a recuperação seja um processo lento até que se atinja estabilidade econômica novamente, o especialista enxerga que o cenário vem melhorando devido às mudanças feitas na forma de gerenciar a economia do país e à recuperação natural do setor.

Ele explica que, como a inflação no início de uma crise sobe muito, os consumidores passam a ter menos condição de compra e a tendência é que os preços se ajustem com o tempo. A inflação então volta a cair, os juros também e isso vai contribuindo para a retomada da economia.

A expectativa é que os próximos meses continuem apresentando saldo superior e que o ano feche positivo em número de empregos, especialmente no setor terciário, uma vez que aumenta a demanda por empregos temporários para suprir datas como o Natal.

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