terça-feira, 10 de outubro de 2017

Manifestantes ocupam Câmara Municipal de Juiz de Fora contra aumento da passagem de ônibus

A faixa 'Por uma vida sem catracas' foi colocada pelos manifestantes que ocupam a Câmara Municipal desde a noite de segunda-feira (9) (Foto: Carlos Eduardo Alvim/G1)A faixa 'Por uma vida sem catracas' foi colocada pelos manifestantes que ocupam a Câmara Municipal desde a noite de segunda-feira (9) (Foto: Carlos Eduardo Alvim/G1)

A faixa 'Por uma vida sem catracas' foi colocada pelos manifestantes que ocupam a Câmara Municipal desde a noite de segunda-feira (9) (Foto: Carlos Eduardo Alvim/G1)

Um grupo de manifestantes ocupa a Câmara Municipal de Juiz de Fora desde noite de segunda-feira (9) em protesto contra o aumento da passagem de ônibus. Desde domingo (8), a tarifa passou para R$ 3,10, um aumento de R$ 0,35. Nesta terça-feira (10), os funcionários que chegaram para trabalhar no prédio do Legislativo foram dispensados.

Foi feito um acordo entre a direção da Casa e os manifestantes de que haverá atendimento nem interno nem externo. O G1 não conseguiu contato com fontes da Câmara Municipal.

De acordo com os manifestantes, há aproximadamente 30 pessoas no local. Durante a noite, em conversa com vereadores, foi decidido que a Câmara só seria desocupada mediante a apresentação dos documentos da licitação dos ônibus e da tabela que indicou as justificativas para o aumento da tarifa.

Segundo a ocorrência repassada pela PM, oficiais constataram cerca de 50 pessoas no interior do prédio. Integrantes informaram que se trata de um movimento de interesse comum que exercia o direito de manifestação de forma pacífica.

O presidente da Câmara, vereador Rodrigo Mattos, contou que estava ocorrendo uma solenidade com acesso livre ao público e os manifestantes ocuparam o prédio aos poucos.

Foi acertado que a Guarda Municipal fará a segurança interna e externa do prédio, enquanto a Polícia Militar ficará na parte externa e nas proximidades. Também foi definido que os manifestantes terão acesso à água e banheiros, mas entrada de alimentação, permissão da entrada e saída de manifestantes, a utilização de demais dependências do prédio ainda são objetos de negociação entre manifestantes e presidente da Câmara.

Funcionários foram dispensados do trabalho na Câmara Municipal de Juiz de Fora nesta terça-feira após ocupação do prédio por manifestantes (Foto: Carlos Eduardo Alvim/G1)Funcionários foram dispensados do trabalho na Câmara Municipal de Juiz de Fora nesta terça-feira após ocupação do prédio por manifestantes (Foto: Carlos Eduardo Alvim/G1)

Funcionários foram dispensados do trabalho na Câmara Municipal de Juiz de Fora nesta terça-feira após ocupação do prédio por manifestantes (Foto: Carlos Eduardo Alvim/G1)

Sobre o aumento

Os dados da planilha de cálculo tarifário foi divulgada em audiência pública na sexta-feira (29) na Câmara Municipal. A sessão é obrigatória no processo de implantação do reajuste. O último aumento foi em abril de 2016, quando o valor subiu de R$ 2,50 para os atuais R$ 2,75.

No texto do decreto, consta a argumentação que "a atualização do preço da passagem é o único meio capaz de assegurar a continuidade, boa qualidade dos serviços públicos prestados aos usuários e o equilíbrio econômico-financeiro do sistema".

De acordo com o secretário de Transportes e Trânsito, Rodrigo Tortoriello, além das alegações de aumento do preço do combustível e gastos com os funcionários, a redução no número de passageiros no comparativo entre 2016 e 2017 consta como justificativa para o aumento. De acordo com a Settra, foram 8.268.096 usuários e 7.909.732 neste ano.

Atualmente o serviço de transporte coletivo em Juiz de Fora é prestado pelos consórcios Manchester e Via JF, vencedores da licitação iniciada em 2015 e concluída em 2016. A frota é composta por aproximadamente 603 veículos, segundo a Settra.

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