sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Servidores municipais de Juiz de Fora paralisam atividades e cobram negociação com a Prefeitura

Servidores municipais paralisaram atividades em Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)Servidores municipais paralisaram atividades em Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)

Servidores municipais paralisaram atividades em Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)

Os sindicatos que representam as categorias de servidores públicos municipais de Juiz de Fora paralisaram as atividades nesta sexta-feira (6). De acordo com eles, há um impasse na negociação salarial referente à data-base da categoria, que foi em 1º de janeiro de 2017, e a medida é para cobrar a retormada das reuniões.

Em nota, a Prefeitura informou que três dos sindicatos faltaram a um agendamento e que a próxima rodada deve ocorrer na próxma semana.

A paralisação desta sexta foi definida em reunião do Fórum Sindical que é formado pelos integrantes das Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu); dos Professores (Sinpro), de Engenheiros (Senge); dos Arquitetos (Sinarq) e dos Médicos (Sindmédicos).

O Sinserpu não informou a adesão porque o Fórum ainda fazia levantamentos. Segundo o Executivo, cerca de 40% das escolas municipais funcionaram nesta sexta-feira. Os demais serviços do Município, inclusive na área da saúde, estão dentro da normalidade.

"Foi a medida para conseguirmos a reabertura das negociações paralisadas há cerca de dois meses. A Prefeitura não aceitava negociar com o Fórum Sindical, que reuniu os representantes de todas as categorias de servidores. Na noite de quinta-feira (5) recebemos um ofício comunicando uma reunião na próxima quarta (11) com a Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH). Desta forma, podemos considerar que atingimos o objetivo", analisou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), Amarildo Romanazzi.

Ele explicou que as categorias exigem o compromisso à data-base, manutenção do pagamento do último dia útil do mês e da previdência pública.

"Estamos há dez meses esperando pelo reajuste. O Sinserpu votou em novembro do ano passado a pauta pedindo a recomposição do Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPCA) mais 7%, a título de reposição de perdas do período passado. A contraproposta da Prefeitura foi de reajuste de 0,5%, com a possibilidade de chegar ao IPCA em dezembro deste ano e sem pagamento retroativo a janeiro, que foi rejeitada. Isso criou o imapsse. E na sequência, após prometer fazer um estudo e apresentar, nada foi oferecido", comentou Romanazzi.

Em nota enviada ao G1, a Prefeitura não deu detalhes sobre a proposta apresentada aos servidores e manifestou o interesse em prosseguir as negociações.

"A administração municipal reforça sua intenção de permanente diálogo com os sindicatos. Na semana passada, a Prefeitura agendou nova rodada de reuniões com os dirigentes sindicais, mas Sinserpu, Sinpro e Senge não compareceram. Ofícios para novas reuniões na próxima semana foram expedidos aos sindicatos novamente. Assim, a administração municipal espera que as negociações continuem", diz o texto.

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