Caso foi solucionado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) (Foto: Aline Lopes/G1)
Depois de investigações, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) identificou o suspeito de ter agredido a golpes de facão uma adolescente de 19 anos, que na época acreditava estar grávida de cinco meses. O suposto autor tem 17 anos, e a Justiça ainda não emitiu mandado de busca e apreensão contra ele. O crime aconteceu no dia 13 deste mês, no Bairro Cohabinha, em Vilhena (RO), distante cerca de 700 quilômetros de Porto Velho.
O anúncio de que o caso havia sido solucionado foi divulgado em coletiva de imprensa, na última sexta-feira (20). Conforme o delegado Núbio Lopes, inicialmente a única pista que o setor de investigações tinha era o primeiro nome do suspeito. Depois de ouvir a vítima, várias testemunhas e levantarem provas, chegaram ao menor de idade.
“Não temos a menor dúvida de quem foi o autor do crime. Ele deu golpes violentíssimos na vítima e tem marcas de sobra de que ela tentou se defender. A adolescente ainda foi ameaçada de que, caso vivesse, o mesmo agente iria terminar de executá-la”, disse o delegado.
Delegado Núbio Lopes afirmou que crime foi cometido por motivação “extremamente fútil" e que, possivelmente, o menor é usuário de droga (Foto: Eliete Marques/G1)
A apuração policial apontou também que o suspeito cometeu a agressão porque teria ficado “chateado”, ao saber que a adolescente havia contado a uma terceira pessoa um ato cometido por ele.
“Um motivo extremamente fútil. Tudo indica que o menor é usuário de droga. As formas como os fatos se deram, deu a nítida impressão de que ele estaria sob efeito de alguma substância ilícita”, apontou Núbio.
Os fatos levantados na investigação serão enviados para a Delegacia Especializada de Apuração de Atos Infracionais (EAAI), que deve adotar medidas emergênciais, como a apreensão do jovem, e abrir um procedimento de apuração.
Suposta gestação
Após o crime, o Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer a vítima e ela contou à corporação que estava grávida de cinco meses.
Ao ser internada no Hospital Regional, o G1 entrou em contato com a direção da unidade de saúde e foi informado que a adolescente e o bebê estavam bem.
Porém, a reportagem ligou para a vítima no último sábado (21), e ela declarou que, no segundo dia em que estava internada no hospital, os profissionais descobriram que, na verdade, ela não estava grávida e sim com cistos no ovário.
Os sintomas da doença são parecidos com os de uma gestação, por isso, a confusão. Ela disse ainda que, para lidar com a mudança, iniciou um tratamento psicológico.
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