sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dois foragidos na operação “Sermão aos Peixes” se entregam à Polícia Federal

Dois foragidos da 5ª fase da operação “Sermão aos Peixes” se entregaram à Polícia Federal, nesta sexta-feira (17). A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da Polícia Federal no Maranhão. Esta etapa da operação foi batizada de "Operação Pegadores".

A operação apura indícios de desvios de recursos públicos federais por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, Contratos de Gestão e Termos de Parceria firmados pelo Governo do Estado do Maranhão na área da Saúde.

Paulo Curado se entregou na manhã desta sexta-feira (17), na sede da Polícia Federal em Imperatriz. Ele é ex-marido de Rosângela Curado que, segundo a Polícia Federal, é uma das principais responsáveis pelo desvio de R$ 18 milhões de recursos da Saúde. Paulo é apontado pela PF como pessoa interposta para ocultar a origem dos recursos.

Já Miguel Marconi Duailibe Gomes é médico e era proprietário da Clínica H.M Duailibe Gomes LTDA , uma das empresas beneficiárias do esquema, e também se entregou manhã desta sexta, em São Luís.

No momento, das 17 pessoas que tiveram a prisão temporária decretada, resta a prisão de Péricles Guará, gerente do Instituto de Cidadania e Natureza. A empresa que firmou contrato com o Governo do Estado com o compromisso de gerir as unidades hospitalares. Segundo a PF, a empresa também era envolvida no esquema.

A Operação

Segundo a Polícia Federal, o dinheiro do Fundo Nacional de Saúde (FNS) era enviado para a Secretaria Estadual de Saúde (SES) que mantinha contratos de gestão e parceria com entidades do terceiro setor, organizações consideradas de interesse público para a gestão das unidades de saúde.

A PF descobriu que as entidades desviavam o dinheiro fazendo uso de empresas de fachada e superfaturando prestação de contas. O esquema teria beneficiado políticos, servidores públicos, empresários e familiares dos operadores da fraude. A investigação da fraude começou após a divulgação do contracheque de uma enfermeira que trabalhava em um hospital de Imperatriz. Keilane Silva Carvalho recebia um salário de R$ 13 mil reais, enquanto outras profissionais recebiam R$ 3 mil.

Segundo as investigações, que contaram com escutas telefônicas, o atual secretário de Saúde, Carlos Lula, tomou conhecimento do esquema ainda em 2015, quando ocupava outro cargo no Governo do Estado.

Esquema desviava recursos da área da saúde do Maranhão. (Foto: Reprodução/TV Mirante)Esquema desviava recursos da área da saúde do Maranhão. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Esquema desviava recursos da área da saúde do Maranhão. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

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