Robson Ugolini (PCdoB) está sob o comando da prefeitura (Foto: Reprodução/Facebook)
O presidente da Câmara de Vereadores de Alta Floresta D’Oeste (RO), Robson Ugolini (PCdoB), assumiu o cargo de prefeito. A substituição foi feita após o prefeito, Carlos Borges (PP), ser afastado da função pública por 90 dias após a Operação Fáeton, que investiga suposta fraude na licitação do transporte público escolar.
A ação foi deflagrada na última terça-feira (12) pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) em parceria com a Polícia Civil. Como o vice-prefeito da cidade morreu afogado, no mês de janeiro deste ano, o mandato vai ser feito agora pelo presidente da Câmara de Vereadores.
Na terça-feira, a operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, inclusive na sede da prefeitura. Foram cumpridas também ordens de indisponibilidade de bens de sete envolvidos e cinco suspensões do exercício da função pública, inclusive do prefeito de Alta Floresta, que foi afastado das funções por 90 dias.
Como o município não possui vice-prefeito, o presidente da Câmara de Vereadores assumiu o cargo máximo da prefeitura.
A equipe do G1 tentou contato com Robson Ugolini, mas a assessoria informou que o executivo não poderia atender a reportagem, pois estava participando de reuniões, inclusive com o secretariado municipal. O G1 também não conseguiu contato com o prefeito afastado.
Com a saída de Ugolini da presidência da Câmara, o cargo dele vai ser ocupado pelo vice-presidente, Valvique Ferreira dos Santos (SD).
Entenda o caso
A Operação Fáeton investiga suposta fraude em licitação em Alta Floresta D’ Oeste. Conforme o promotor de Justiça de Alta Floresta, Matheus Kuhn, a operação foi deflagada após as investigações encontrarem uma série de irregularidades no contrato com a empresa ganhadora do processo licitatório do transporte escolar do município.
Segundo Kuhn, a suspeita é que o atual o prefeito tinha conhecimento do esquema, por isso ele foi afastado.
De acordo com o procurador-geral de Justiça e diretor do CAEX e coordenador do Gaeco, Cláudio Harger, o contrato com a empresa investigada era de R$ 2,7 milhões, sendo que R$ 650 mil já foram pagos. Desse montante, cerca de R$ 300 mil foram desviados.
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