Recadastramento de feirantes de Macapá deve ocorrer até fevereiro (Foto: Rita Torrinha/G1)
Para identificar e legalizar os trabalhadores que atuam nas 15 feiras existentes em Macapá, administradas pelo município, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Semdec) está fazendo o recadastramento dos empreendedores e o levantamento das condições estruturais dos espaços.
Segundo o titular da pasta, Luciano Dias, equipes da secretaria estão percorrendo os espaços para avisar aos feirantes da necessidade de se cadastrarem ou fazerem a revisão cadastral, e também ouvir as necessidades deles e as reclamações.
“Os objetivos são, além de realizar o cadastro e saber quantas pessoas atuam de fato, também verificar as condições das feiras, fazer um comparativo com a última pesquisa feita em setembro de 2017, orientar os feirantes quanto ao condicionamento do lixo e dos seus direitos e deveres, de forma que a ocupação dos espaços seja ordenada”, explicou Dias.
Equipes da Semdec percorrem as 15 feiras da capital para avisar sobre o recadastramento (Foto: Semdec/Divulgação)
De acordo com o último levantamento feito, cerca de 500 feirantes atuam nas feiras municipais. Mas esse número deve sofrer variação, visto que pessoas passam a ocupar algumas áreas sem a permissão necessária.
Para se recadastrar, o feirante deve ir até o prédio da Semdec, localizado na Avenida Cônego Domingos Maltês, no bairro Santa Rita. O atendimento é das 8h às 14, de segunda-feira a sexta-feira. O período de recadastramento deve permanecer até fevereiro, de acordo com o titular.
Das 15 feiras, oito delas ficam localizadas na Zona Sul e seis na Zona Norte da capital. Feiras como a Central e a do bairro Buritizal já foram percorridas pelas equipes do órgão.
Feirante Francisco Almeida reclama das condições da feira Central (Foto: Rita Torrinha/G1)
Francisco Almeida tem 68 anos de idade, 57 deles são como feirante. Ele diz que apoia a ação do município, mas lamenta o estado em que se encontra o local onde trabalha, a feira Central, conhecida como feira do caranguejo.
"É justo legalizar e organizar, mas é preciso garantir condições de trabalho nas feiras, a maioria está sucateada. Aqui a gente tinha nosso espaço dentro, era ampla e com boxes de alvenaria. Nos colocaram aqui para fora e não tem plano de reconstrução. O Mercado também está abandonado e assim as outras feiras", reclama.
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