
Pesquisa da UFU analisa planta resistente à queimadas em Uberlândia
Uma pesquisa do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia (Inbio/UFU) estudou os impactos das queimadas e desmatamentos em áreas de cerrado próximas à Uberlândia. No estudo, foi analisada uma planta que resiste a ambientes considerados de estresse, como as queimadas.
A pesquisa foi realizada pela equipe da pesquisadora Vanessa Stefani e a análise partiu da espécie Adenocalymma nodosum, muito comum em áreas de pastagem. Na biologia, ela é chamada de espécie pioneira de sucessão secundária.
Na análise, foi observado que a planta resiste a ambientes de estresse, como as queimadas (Foto: Reprodução/TV Integração)
Vanessa Stefani explicou que a planta é uma espécie pioneira, pois foi a primeira que surgiu após um momento de estresse e que ela tem características como brotação, desenvolvimento, reprodução e produção de várias sementes de um modo muito rápido. A planta foi caracterizada como "sucessão secundária" por ter existido no ambiente antes dos danos.
De acordo com a pesquisadora, as folhas das plantas são avaliadas. Quando ela se desenvolve de maneira saudável, as folhas são simétricas, sendo um lado idêntico ao outro em termos de medida, mostrando que ela é saudável e apta para aquele lugar.
Pela análise, os pesquisadores concluíram que as flores do ambiente queimado tinham mais simetria que as do ambiente desmatado e que, além disso, as que tinham sido alvo do fogo atraíram até três vezes mais agentes polinizadores, como as abelhas, do que as que estavam em outro local.
“A regeneração do ambiente que foi destruído pelo fogo acaba sendo relativamente mais rápida que a área que foi atingida pelo desmatamento", afirmou Vanessa.
Apesar do efeito do desmatamento ser mais devastador, a pesquisadora alerta sobre o fogo contínuo nesses ambientes.
"Fogo anual também é um evento danoso ao ambiente, pois o ambiente de cerrado é resistente ao fogo, mas ele precisa de pelo menos de quatro a cinco anos para se renovar", alertou.
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