Lindalva Marques pede solução do poder público para a rua onde mora, em Macapá (Foto: Rita Torrinha/G1)
A casa da aposentada Lindalva Marques, de 70 anos, fica bem na frente de uma vala que foi aberta pelas fortes chuvas e vem tirando o sossego de moradores da Rua Humberto de Góes Pereira, no bairro Araxá, Zona Sul de Macapá. Ela, que mora com mais 10 pessoas e tem netos pequenos, diz que as crianças chegam sujas de lama na escola, diariamente.
A Secretaria Municipal de Obras informou que, para o bairro Araxá, estão programadas apenas ações prioritárias, para evitar possíveis pontos de alagamentos. Os serviços incluem limpeza e drenagem de bueiros em canais naturais, além de tapa-buracos nas vias de principal trafegabilidade.
Sem asfalto e nem drenagem, os moradores relatam que a água não tem para onde escorrer e acaba invadindo as casas.
“Não tem espaço para onde fugir. A lama e a buraqueira estão de um lado a outro da rua. Para sair de cada tem que meter o pé na vala. Meus netos metem um plástico no pé, mesmo assim chegam na escola sujos de lama. A gente quer uma resposta. São anos nessa situação”, relata Lindalva, que mora há quase 30 anos no bairro.
A calçada da casa de Oneide de Almeida, de 53 anos, viriou um lago cheio de lodo. A água da chuva deságua no terreno dela (Foto: Rita Torrinha/G1)
A vizinha de Lindalva conta que está desmotivada e pretende se mudar. É que a casa dela fica no canto da rua e toda a água deságua para dentro do terreno. Onde havia uma calçada, agora aparece apenas aguaceiro e lodo.
“Minhas netas brincavam na calçada, e agora está tomada de água imunda. E quando chove mais forte, entra em casa. A prefeitura só vem fazer a limpeza, com retirada de mato das margens, mas nada é feito de infraestrutura. Nem asfalto, nem drenagem, nada”, conta Oneide de Almeida, de 53 anos, que é auxiliar de serviços gerais.
Moradores interditaram a via em protesto pelas péssimas condições (Foto: Joziele Marques/Arquivo Pessoal)
Para reivindicar melhorias, a vizinhança chegou a interditar a via, na semana passada, com entulho, eletrodomésticos e o que mais encontraram. O protesto durou dois dias, no terceiro, a Semob fez a desobstrução da passagem, mas, segundo os moradores, não deu nenhuma solução.
“O que mais entristece a gente é que o início dessa rua é toda asfaltada. Eles [equipes da prefeitura] asfaltaram só até onde ficam duas escolas. Quando vimos os serviços ficamos até feliz, mas pararam no canto das escolas, que ficam a pouco mais de 200 metros da nossa casa”, lembra Joziele Marques, de 28 anos, filha de Lindalva.
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