
Escola de ensino para jovens e adultos no Amapá tem baixa procura de matrículas
A baixa procura de matrículas chamou a atenção na Escola Estadual Paulo Freire, localizada no bairro Trem, Zona Central de Macapá. A instituição, que trabalha com a modalidade de ensino para jovens e adultos (EJA) iniciou as aulas no dia 19 de fevereiro com mais de 100 vagas abertas.
Segundo a secretária escolar, Ana Catarina Oliveira, a unidade pode atender até 544 alunos, que tenham mais de 15 anos e não tenham o ensino fundamental. Porem, ainda existem mais de 400 vagas disponíveis. A expectativa é que até o fim do prazo de matrículas, dia 31 de março, a realidade mude.
“O tempo de estudar não está condicionado a idade, o tempo de estudar é todo o tempo. Nós abrimos justamente essa modalidade de ensino para aquele aluno que não teve oportunidade”, ressaltou.
Escola Estadual Paulo Freire atende estudantes do ensino de Educação de Jovens e Adultos (Foto: Jorge Abreu/G1)
A dona de casa Elizabete Martins, de 45 anos, teve que abrir mão dos estudos ainda quando criança para trabalhar como babá. Ela conta que a vida cheia de responsabilidades a fez deixar os estudos e, com a vinda dos dois filhos, não conseguiu retornar a vida de estudante.
Mas, em 2017, a dona de casa conta que realizou o sonho de voltar a estudar. Ela vai completar o oitavo ano e, futuramente, pretende ingressar na carreira de professora de ensino religioso. Para Elizabete, a educação pode ser adquirida em qualquer idade.
“Trabalhei muito jovem, criança ainda, então não tive oportunidade. Trabalhava muito e chegava cansada, isso fez com que eu parasse de estudar. Retornei porque meus filhos estão grandes e estou tendo essa oportunidade. Ainda preciso aprender muito”, disse a estudante.
Falta de merenda
Além do baixo registro de matrículas, a Escola Estadual Paulo Freire teve que reduzir o horário de aulas após a falta de merenda. Segundo a direção, a medida deve valer por até duas semanas, pois a instituição aguarda liberação do cartão próprio para compra dos alimentos.
Ainda de acordo com a direção, o processo é necessário e faz parte de uma decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu que contas dos caixas escolares no Amapá não poderão mais ser bloqueadas pela justiça trabalhista. O pedido aconteceu em função das sucessivas retenções em valores destinados de convênios federais para merenda e transporte de estudantes.
Modalidade atende alunos com acima de 15 anos sem o ensino fundamental (Foto: Jorge Abreu/G1)
Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o VC no G1 AP ou por Whatsapp, nos números (96) 99178-9663 e 99115-6081.
0 comentários:
Postar um comentário