segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Servidores do sistema prisional aderem à greve no Centro-Oeste de MG

Servidores do presídio de Formiga aderiram a greve estadual (Foto: André Fernandes/Arquivo Pessoal)Servidores do presídio de Formiga aderiram a greve estadual (Foto: André Fernandes/Arquivo Pessoal)

Servidores do presídio de Formiga aderiram a greve estadual (Foto: André Fernandes/Arquivo Pessoal)

Psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, pedagogos e técnicos da área administrativa dos sistemas prisional e socioeducativo de Divinópolis, Itaúna, Formiga e Pará de Minas entraram em greve nesta segunda-feira (26).

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag) informou que está reunida com a categoria.

O movimento ocorre em todo o Estado, por tempo indeterminado. Os trabalhadores reivindicam que o governo cumpra uma equiparação dos salários com demais da área de segurança que foram contemplados com reajustes da gestão anterior.

Servidores de unidade prisional em Formiga entram em greve e gravam vídeo com protesto

Servidores de unidade prisional em Formiga entram em greve e gravam vídeo com protesto

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos), Hugo Barbosa de Paulo, na manhã desta segunda está prevista uma reunião da categoria com representantes da Seplag.

“Vamos ouvir o que eles têm a dizer. Se fizerem uma proposta vamos agendar uma assembleia e definir se aceitamos ou não, mas por enquanto a greve segue por tempo indeterminado”, ressaltou.

Segundo o diretor, em todo o Estado, servidores de mais de 100 unidades prisionais e Centros Socioeducativos aderiram ao movimento. “Temos 3.770 servidores ao todo em Minas Gerais e 80% aderiram ao movimento”, informou.

Em Formiga, os servidores estão em greve. Segundo o analista técnico jurídico do Presídio da cidade, André Fernandes, o local tem 28 trabalhadores da área administrativa e apenas oito estão trabalhando para atender à exigência mínima de 30% em funcionamento.

“Buscamos que o governo cumpra o que foi acordado, enquanto isso estamos com as atividades suspensas e vamos ficar na porta do presídio, com trabalhos educativos, todos os dias”, revelou.

Fernandes informou que a unidade conta atualmente com cerca de 850 detentos, sendo que a capacidade máxima é de 396 presos.

Em Divinópolis, os servidores do Presídio Floramar e do Centro Socioeducativo também estão de braços cruzados. “Todos os procedimentos ficam lentos, temos apenas um de cada setor trabalhando para atender à exigência da lei. No presídio temos mais de 790 presos”, informou a analista jurídica, Sílvia Maria Cardoso.

0 comentários:

Postar um comentário