
Situação precária de imóveis prejudica atendimento de Conselhos Tutelares em São Luís
A situação precária de imóveis onde funcionam os Conselhos Tutelares em São Luís está prejudicando os atendimentos, segundo os conselheiros. Em algumas unidades o forro está caindo, há infiltrações nas paredes e a fiação elétrica está exposta.
No Conselho Tutelar da área Itaqui-Bacanga o horário de funcionamento é das oito da manhã às seis da tarde, mas durante esse tempo o atendimento às famílias tem sido cada vez mais difícil pela falta de equipamentos. Segundo a assistente administrativa Dulcilene Viegas, é difícil aguentar o calor, já que o ar-condicionado não funciona.
“Não tem sido fácil (...) porque é muito quente”, afirmou.
Várias cadeiras velhas estão amontoadas e se estendem por toda estrutura do prédio. Parte do forro do teto está caindo. Em outros pontos, há buracos na parede e fiações elétricas expostas.
Forro do teto do Conselho Tutelar do Itaqui-Bacanga está deteriorando (Foto: Reprodução/TV Mirante)
As salas de aula se transformaram em depósitos de equipamentos velhos e com defeito. Das cinco salas, somente uma pode ser usada, mas para chegar até o local é preciso enfrentar uma escada com um corrimão enferrujado.
Outro problema grave é que há apenas uma sala para audiências, retornos e atendimentos. No local há apenas uma sala em que o ar-condicionado funciona, onde cinco conselheiros trabalham.
No auditório não há estrutura para palestras e as poucas cadeiras do lugar estão sujas. Os armários para guardar os objetos dos funcionários não é trocado a mais de dez anos. Para o conselheiro João Costa, no período de chuva a necessidade de usar o espaço do Conselho é ainda maior.
“Triste, é precário, é uma realidade. No período de chuva aqui vem demanda de pessoas que estão em áreas de risco e pessoas que precisam, com o problema grave de escola”, declarou João.
Corrimão que dá acesso a salas do Conselho Tutelar do Itaqui-Bacanga está enferrujado. (Foto: Reprodução/TV Mirante)
No bairro Cidade Operária o Conselho Tutelar parece abandonado. Na recepção há falta de conforto e cadeiras antigas, além de móveis caindo aos pedaços. Na estante de leitura também faltam livros para crianças e adolescentes.
O Conselho Tutelar da Cidade Operária/Jardim América atende mais de 100 mil famílias e a maioria dos atendimentos é feito sem energia elétrica. Por causa do problema, muitas vezes o atendimento íntimo é comprometido, de acordo com o conselheiro tutelar João Cláudio.
“Muita das vezes o atendimento do Conselho é uma demanda de privacidade para a gente ouvir o adolescente e, às vezes, o responsável, mas às vezes temos que deixar a porta aberta”, informou o conselheiro.
Conselho Tutelar da Cidade Operária (Foto: Reprodução/TV Mirante)
No Conselho Tutelar da Cidade Operária há banheiros sem adaptação para cadeirantes mesmo com um funcionário do local sendo portador de necessidades especiais. Ainda há cadeiras apodrecidas e cheias de cupins.
Segundo Willian Bezerra, coordenador do conselho, vários ofícios foram enviados à Secretaria Municipal da Criança e Assistência social, mas nada foi feito. “Não é por falta de paciência nossa. Já mandamos vários ofícios e, infelizmente, nenhum foi cumprido ainda”, declarou João.
A Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social informou que trabalha para resolver os problemas e que está providenciando o aluguel de um novo prédio par ao Conselho Tutelar da Cidade Operária. Segundo a Secretaria, foi identificado um problema na rede elétrica do imóvel após a instalação de três novos aparelhos de ar-condicionado e que a iminência da troca do imóvel torna inviável o reparo imediato.
Sobre o Conselho Tutelar do Itaqui Bacanga, a SENCAS informou que já está no cronograma de manutenção a execução do serviço e que, tão logo tomou conhecimento das necessidades da troca do ar-condicionado, o conselho foi imediatamente incluído no cronograma de manutenção e que já está programada uma vistoria de uma equipe técnica no que diz respeito a questão do forro.
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