Mesmo sem desfiles oficiais em 2017, o Sambódromo de Macapá recebeu milhares de pessoas na noite de sexta-feira (18) e madrugada deste sábado (18) para curtir o carnaval. O público animado e empolgado acompanhou as apresentações de quatro escolas de samba. O "Mega Ensaio Técnico" levantou as arquibancadas mesmo sem o glamour das fantasias e alegorias.
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O evento foi uma alternativa após o anúncio da não realização dos desfiles por falta de recursos financeiros. A iniciativa deu certo e o público cantou do início ao fim os sambas históricos das escolas Unidos do Buritizal, Piratas Estilizados, Piratas da Batucada e Maracatu da Favela, que levaram bateria, comissão de frente, passistas e alas para dentro da avenida.
O ensaio começou com o desfile do bloco "Afoxé Filhos de Zambi", fundado no dia 6 de janeiro no bairro Jesus de Nazaré. Entre os integrantes do grupo estão profissionais de diferentes áreas de atuação e idades, concepções políticas e religiosas, mobilizados pela luta contra todas as formas de violência, intolerância, preconceito e racismo.
A primeira a desfilar foi a Unidos do Buritizal, às 23h45, que trouxe alas coreografadas e muita animação. Os brincantes representaram enredos históricos da agremiação e homenagearam personalidades que fizeram e fazem parte da história da escola. A comissão de frente recriou a fantasia usada na última apresentação oficial da agremiação em 2015.
"Essa fantasia utilizamos no último carnaval e aproveitamos. São vários sambas históricos, também temos várias coreografias, e essa é a nossa forma de homenagear a escola", destacou o coreógrafo Alex Ferreira, que veio como destaque principal na comissão de frente.
Cada escola tem cerca de uma hora para atravessar a passarela do samba e usar a criatividade para mostrar o melhor para o público. Maracatu da Favela de coração, a vendedora Célia Sanches, de 39 anos, veio com a família toda para ver a apresentação da verde e rosa. Para ela, mesmo sem o desfile principal o ensaio técnico trouxe a sensação do carnaval.
"Não podia perder. Já são dois anos sem carnaval e essa forma que as escolas trouxeram de se apresentar no sambódromo é a chance de aproximar a comunidade dizer que é possível realizar festa sem o apoio do Governo. Se não tiver carnaval ano que vem de novo, a Maracatu podia desfilar desse jeito mesmo", disse entusiasmada a vendedora.
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