segunda-feira, 6 de março de 2017

Suspeito confessa ter matado criança e fala que atirou ‘por raiva’, diz polícia

Foi preso nesta segunda-feira (6) em Macapá um jovem de 21 anos suspeito de matar com um tiro no peito Jadson Lazarino Palheta de Lima, de 8 anos. O crime aconteceu no dia 9 de outubro de 2016 durante uma confusão no bairro Parque dos Buritis, na Zona Norte da cidade. Segundo a Polícia Civil em entrevista à Rede Amazônica no Amapá, o jovem confessou o crime, mas negou que o alvo seria a criança. Ele falou no depoimento que atirou "por raiva". 

Conforme a polícia, o jovem contou que um grupo de pessoas teria tentado matá-lo e, na confusão, teria atingido com uma tijolada a avó dele. Ao buscar satisfação com essas pessoas, o suspeito, armado, fez vários disparos em via pública. Um dos tiros acertou o pequeno Jadson, que estava próximo ao grupo.

Criança, morta, bala perdida, crime, Macapá, Amapá (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)Jadson Palheta morreu aos 8 anos de idade
(Foto: Reprodução/Rede Amazônica no Amapá)

O delegado Ronaldo Coelho, da Delegacia de Homicídios, não informou o motivo que o suposto grupo teria para tentar matar o suspeito.

À época do crime, a Polícia Militar falou em outra versão, a de que o suspeito estaria fugindo de um assalto e teria atirado contra o menino, que teria gritado "pega ladrão".

"Ele assumiu esse tiro e diz que o motivo seria uma raiva, porque ele teria sido cercado na residência da avó e pessoas tentaram contra a sua vida. A avó, ao tentar protegê-lo, levou uma tijolada no rosto, e isso o teria deixado com muita revolta. Ele se armou e foi atrás dessas pessoas. Diz que estava muito embriagado e os tiros acabaram atingindo essa criança de 8 anos", contou o delegado Ronaldo Coelho, à Rede Amazônica.

O jovem teria contado ainda que só soube da morte do menino no dia seguinte, depois de ter fugido. Jadson chegou a ser levado para o Hospital de Emergências (HE), mas não resistiu.

Após a prisão, o suspeito foi ouvido e será encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). "Começamos a montar esse quebra-cabeça, e é uma pessoa que tem a fama de ser muito violenta, que não tem paradeiro e comete muitos crimes, e as pessoas têm medo [de denunciar]", reforçou o delegado.

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