Mudança na lei trouxe mudanças positivas para trabalhadoras domésticas, mas maioria segue desamparada pela proteção trabalhista.
Sete em cada 10 trabalhadoras domésticas da Grande Fortaleza ainda não contribuem com a Previdência, não têm vínculo empregatício formal e "desamparadas pelos mecanismos de proteção social e trabalhista, conforme é apresentado mais adiante", de acordo com estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com dados referentes a 2016.
Em 2016, aumentou o nível de ocupação das domésticas na condição de mensalistas com carteira de trabalho assinada (46,2%) e também de diaristas (28,3%). Apesar dessas elevações contínuas na sua participação, as mensalistas com carteira assinada representam apenas 26,0% do total das domésticas da região.
Ainda conforme o estudo, a condição de diarista, que ano após ano ganha mais representação, agrega 36,5% dessa força de trabalho, percentual muito próximo ao das mensalistas sem carteira de trabalho assinada (37,5%), que ainda é a forma mais expressiva de contratação das domésticas locais.
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