domingo, 2 de abril de 2017

Amapá tem 33 mil crianças em situação de extrema pobreza, aponta estudo

Indicador corresponde a 14,6% de crianças e adolescentes entre 0 a 14 anos. Abrinq qualifica 'extrema pobreza' em famílias com renda inferior a 25% do salário mínimo.

O Amapá tem 33.108 crianças e adolescentes com idade entre 0 a 14 anos vivendo em situação de extrema pobreza, o que representa 14,6% da população nessa faixa etária. Os dados são do Cenário da Infância 2017, divulgado no mês de março pela Fundação Abrinq.

Para o estudo, a família é considerada em extrema pobreza quando a renda per capita é inferior 25% (um quarto) do salário mínimo, que atualmente é de R$ 937. Na Região Norte, a taxa do Amapá só é maior que a de Roraima, com 11,2% das crianças na situação.

O levantamento é baseado em dados de 2015 e mostram aumento em relação ao ano anterior, onde 28.033 crianças e adolescentes estavam na faixa de pobreza extrema. No país inteiro a Fundação Abrinq apontou mais de 5,8 milhões de crianças com renda mínima.

Ampliando o cenário do estudo, comparando famílias com renda de até meio salário mínimo, o número chega a 98.015 crianças em situação de pobreza, o que equivale a 40% da população amapaense de 0 a 14 anos.

Cenário da Infância 2017

Os panoramas nacional e dos estados são feitos pela organização sem fins lucrativos com o objetivo de mostrar indicadores e gerar análises sobre as vulnerabilidades sociais do país. O levantamento é realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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