Perícias investigam adulteração de chassi, clonagem de placas e falsificações de documentos. Eficácia das ações são de quase 70%.
Com cerca de 40 solicitações de perícia por mês, a Polícia Técnico-Científica (Politec) registrou aumento, desde 2016, do número de denúncias relacionadas a circulação de veículos com documentação e chassis adulterados nas ruas e estradas do Amapá.
A Politec destaca que tem aumentado a eficiência das perícias a partir do uso de um equipamento de fabricação russa, que através de uma reação eletroquímica permite identificar se houve adulteração na numeração oficial dos chassis de veículos.
Os carros chegam até a Politec, a partir das apreensões feitas pela Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter). Atualmente cinco carros estão no pátio para serem investigados.
Os peritos destacam que no caso da falsificação e clonagem de placas, geralmente, os criminosos usam a identificação de um veículo de outro estado, para dificultar que o dono reconheça a placa semelhante ao ver o carro trafegando.
"Existe a clonagem, que é um veículo que está rodando no estado com uma placa de outro veículo que está em outro estado. Cabe a gente identificar qual o verdadeiro. Temos um equipamento que permite detectar falsificação de chassi", explicou Manoel Barbosa, gerente de Perícia de Tráfego da Politec.
Com a implantação dos equipamentos, o órgão aponta que a eficácia nas suspeitas de falsificação tem chegado a 70%. A Polícia aponta que a maioria dos casos de adulteração são de veículos de placas do próprio Amapá, Pará, Nordeste e Centro-Oeste.
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