Média de 16 a 18 procedimentos é feita e hospital disse que vai atingir capacidade até o fim de abril. G1 aguarda retorno da Prefeitura.
A diretoria do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) disse que trabalha para normalizar a realização de cirurgias cardíacas até o fim deste mês e dobrar a capacidade de atendimentos até junho. Atualmente, o Município mantém convênio para 40 procedimentos mensais, mas apenas cerca de 40% são realizados, já que o hospital privado que respondia pela outra metade do convênio foi fechado.
O diretor-geral do HC-UFU, Eduardo Crosara, prestou esclarecimentos à imprensa sobre a parte que cabe ao hospital, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (18). O G1 questionou a Prefeitura sobre a quantidade de pacientes na fila de espera pelos procedimentos cardíacos, eletivos e urgentes, bem como de que forma o Município busca suprir as demais cirurgias que não estão sendo realizadas. A reportagem aguarda retorno por meio da assessoria de comunicação.
No início de março, o Conselho Municipal de Saúde de Uberlândia (CMSU) enviou ofício para a Secretaria Municipal de Saúde cobrando dados e esclarecimentos sobre a não realização das cirurgias. O motivo seria as várias reclamações de usuários aguardando por meses e, às vezes, até anos para a realização dos procedimentos, mesmo sendo informados pelo médico o risco iminente de morte. Porém, até hoje a situação não foi regularizada.
O problema foi agravado no segundo semestre de 2016. De acordo com o diretor, quando o HC-UFU anunciou o fechamento de leitos e, consequentemente, a redução de todos os procedimentos e serviços, as cirurgias cardíacas também ficaram comprometidas.
“Dentro das 20 cirurgias que deveríamos realizar, sendo 12 para adultos e oito para crianças, e estavam sendo feitas em média 12 e 14. Mas em janeiro nós nos organizamos e retomamos nossa produção, sendo que foram retomadas em torno de 16 a 18 por mês. Não atingimos as 20 cirurgias/mês porque ainda faltam insumos e materiais que são necessários para a realização das cirurgias”, disse Crosara.
Outro agravante é a indisponibilidade de salas de cirurgias suficientes para atender a demanda da rede de saúde. Mas o diretor assegurou que até o final de abril a situação será normalizada devido à reorganização interna que está sendo feita na instituição, incluindo a abertura de novos centros cirúrgicos e reabastecimento de insumos.
Além da reorganização no hospital que é referência em alta complexidade para a região, Eduardo falou sobre outras medidas que estão sendo adotadas para resolver os problemas na rede municipal. Uma delas é a reabertura de leitos, que passaram de 325 para 450 de uma capacidade total de 516.
No caso das cirurgias cardíacas, já está sendo discutido com o Município um novo contrato de metas para aumentar a demanda de cirurgias cardíacas para que 28 a 30 sejam feitas mensalmente no Hospital de Clínicas. O contrato será finalizado no fim deste mês e a previsão é de que os novos atendimentos passem a ser feitos em meados de maio ou junho.
O hospital também pretende contratar mais profissionais para aumentar as equipes de cirurgias cardíacas e conseguir atender a demanda. “Essas são as estratégias que estamos adotando para tentar resolver esse problema. Nós sabemos o quanto isso impacta negativamente em nossa cidade e nos preocupa bastante", disse Eduardo Crosara.
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