Arthur Wallace Barbosa Vieira atuava no caso do envolvido na morte de Eliza Samúdio quando foi morto em 2016; suspeitos foram apresentados durante coletiva.
A Polícia Civil apresentou no fim da manhã desta terça-feira (18), a conclusão do inquérito que indiciou três suspeitos da morte do advogado Arthur Wallace Barbosa Vieira, 46 anos, encontrado morto no dia 30 de junho de 2016, no Bairro Recanto, em Pará de Minas.
O advogado fazia a defesa de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, um dos principais envolvidos no desaparecimento e na morte de Eliza Samúdio. Ele foi atingido por vários tiros de arma de fogo.
Crime
No dia do crime, a Polícia Militar (PM) disse que atendeu a ocorrência por volta das 15h40 e que logo depois encontrou o advogado Arthur Wallace caído no chão ao lado da moto que usava, na Rua José Correa Amorim. Testemunhas disseram que dois homens foram vistos correndo próximo ao local dos disparos, em seguida entraram em um veículo prata e fugiram. A perícia esteve no local e constatou um tiro na cabeça, outro entre o ombro e no peitoral, além de dois nos braços e dois nas axilas.
Durante as investigações, o delegado responsável na época, Francis Diniz Guerra, apurou que após receber um áudio em um aplicativo de telefone solicitando a presença do advogado no Bairro Recanto, ele foi até o local para possivelmente tratar de prestação de serviço ou para receber algum pagamento, mas acabou sendo vítima do homicídio.
Arthur Wallace Barbosa Vieira passou a atuar na defesa de Macarrão depois que ele foi transferido para o Presídio Pio Canedo, pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), no dia 3 de junho, onde desde então cumpre pena no regime semiaberto. Ele estava na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, mas o complexo não aceita o regime semiaberto, por isso a defesa de Macarrão pediu a transferência para Pará de Minas.
Wasley César de Vasconcelos, advogado nomeado para defesa de Macarrão, foi quem pediu apoio de Arthur no caso. "Eu sou de Belo Horizonte e a execução do processo foi transferida para Pará de Minas. Quando isso ocorreu eu mesmo pedi a ele que ficasse do meu lado na execução penal. Ou seja, estávamos trabalhando juntos. Ressalto que foi uma execução covarde e fria. Arthur era um advogado sem nenhuma mancha na vida pessoal ou profissional", destacou.
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