sexta-feira, 28 de abril de 2017

Jovem é libertada após 2 dias de sequestro em Macapá, diz a polícia

Estudante foi libertada nesta sexta-feira (28), conforme a polícia. Suspeito que seria o mandante do sequestro foi preso em flagrante; caso está sendo investigado.

A Polícia Civil do Amapá informou que no fim da tarde desta sexta-feira (24), uma estudante de 24 anos foi libertada de um sequestro que teria durado 3 dias. A jovem estaria sendo mantida em cárcere em uma casa no bairro Jardim Marco Zero, na Zona Sul de Macapá. Um suspeito que seria o mandante no crime foi preso na Zona Norte, também nesta sexta-feira. Um segundo suspeito foi identificado, segundo a polícia, mas ainda não foi preso.

De acordo com informações preliminares da polícia, o suspeito preso conhece a estudante. Ele teria ido encontrar com a jovem para emprestar-lhe um dinheiro, e, ainda no carro em que estava, teria anunciado o sequestro. O episódio teria ocorrido na quarta-feira (26), à tarde, em frente a um cursinho em que a estudante frequentava. Segundo o delegado Alan Moutinho, titular do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI), a vítima também conhece a mulher do suspeito preso.

"Começamos a fazer o levantamento da situação e tivemos a notícia de um pedido de resgate. A vítima seria filha de criação de uma pessoa que tem uma certa posse e queria que ele pagasse esse resgate", disse Moutinho, sem revelar o valor do resgate.

"O suspeito trabalhou muito para ninguém localizá-lo, na parte telefônica, tudo ele trabalhou para dificultar, e, realmente, achou que a gente não ia localizar. Só que ele se deu mal. Quando a gente chegou até ele, numa oportunidade antes de chegarmos, ele teria ligado para um comparsa que teria liberado a menina", falou o delegado. Segundo ele, a estudante foi libertada quando o suspeito soube que a polícia havia descoberto o que seria o cativeiro.

O suspeito foi preso em flagrante na Zona Norte da capital e levado para o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) do bairro Pacoval. Ele já teria respondido na Justiça por envolvimento em um homicídio, segundo a polícia. O homem não quis gravar entrevista e o advogado dele não foi localizado pelo G1.

De acordo com a polícia, a vítima sofria constantes ameaças de morte. Ainda não se sabe a quem pertence a casa usada como cativeiro. O caso ainda está sendo investigado pelo NOI juntamente com a Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), para poder dar mais detalhes sobre o crime.

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