quarta-feira, 12 de abril de 2017

Justiça do Ceará mantém prisões de suspeitos detidos na Operação Valentina

Operação Valentina investiga crimes de fraude por meio de internet banking em celulares e computadores.

A Justiça Federal no Ceará realizou na manhã desta quarta-feira (12) audiências de custódia com os 12 presos da Operação Valentina, deflagrada pela Polícia Federal. Nas audiências o juiz Luís Rios Alves, titular da 32ª Vara Federal, avaliou a legalidade, a necessidade e a adequação da continuidade das prisões. Após ouvir os envolvidos, o juiz decidiu pela manutenção das prisões - cinco temporárias e sete preventivas - dos suspeitos de envolvimento em crimes de fraude por meio de internet banking em celulares e computadores.

Após as audiências, os envolvidos retornaram à Superintendência da Polícia Federal onde seguem detidos. De acordo com a Justiça Federal, os envolvidos no esquema vão responder por furto mediante fraude, organização criminosa e, possivelmente e lavagem de dinheiro.

Deflagada na manhã desta terça-feira (11), a Operação Valentina cumpriu mandados expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal no Ceará. Ao todo, a Polícia Federal fcumpriu 25 mandados de busca e apreensão, oito conduções coercitivas, sete mandados de prisão preventiva e seis de prisão temporária. A operação visa a repressão a crime cibernético de fraude por meio de internet banking em celulares e computadores.

De acordo com as investigações, a fraude resultou em valores que superam R$ 7,5 milhões em todo o pais. Dos investigados, um é de São Paulo e o restante do Ceará. Um dos investigados é de São Paulo, o restante deles do Ceará. Por envolver um banco público, a Caixa Econômica Federal, a ação é de competência da Justiça Federal.

"Hoje, a estimativa (da fraude) está em R$ 7,5 milhões em quatro instituições bancárias. Mas hoje, com o cumprimento dos mandados e a apreensão de equipamentos de informática, nós iremos realizar uma perícia e fazer novos levantamentos para ter uma nova estimativa", explica o delegado federal Madson Henrique, que coordenou a operação.

As fraudes começavam pelo envio de e-mails com links maliciosos para as vítimas. Após conseguir as informações dos clientes dos bancos, os líderes da quadrilha, com ajuda de um funcionário de uma operadora de telefonia bloqueavam o número do celular do cliente que iria ser furtado e habilitava esse mesmo número no celular do criminoso. A partir daí, ele acessava a “internet banking” e realizava as fraudes. Em um só dia, segundo a polícia, eles chegavam a fraudar 45 contas bancárias.

"Eles contavam com a cumplicidade de pessoas, funcionárias de operadores de telefonia, que bloqueavam o número do celular da vítima que seria roubada", explica o delegado da Polícia Federal. Segundo ele, as investigações continuarão para identificar mais vítimas e outros envolvidos no esquema.

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