quarta-feira, 5 de julho de 2017

Delegado analisa queda nos registros de homicídios em Juiz de Fora

De janeiro a junho de 2017, foram 16% a menos de assassinatos, com relação ao mesmo período de 2016.

O delegado de Homicídios, Rodrigo Rolli divulgou nesta quarta-feira (5), o balanço de homicídios registrados em Juiz de Fora de janeiro a junho de 2017. Conforme os dados, e comparando ao mesmo período de 2016, houve uma redução nos crimes.

Este ano, foram 56 homicídios consumados e, de janeiro a junho do ano passado, 67 - redução de 16%. Em relação aos homicídios tentados, a queda foi de 24%. Foram 84 casos registrados neste ano e 111 no mesmo período de 2016. As zonas leste, sudeste e norte foram as que mais registraram estas ocorrências.

Balanço Homicídios 2017/2016

Crime Ano/2016 Ano/2017 Redução
Homicídios consumados 67 casos 56 casos - 16,41%
Homicídios tentados 111 casos 84 casos - 24,32%

De acordo com o delegado, a diminuição nos crimes pode ter sido influenciada pelos mecanismos e ferramentas que a Polícia Civil usa para que os casos sejam concluídos de forma eficaz. "Podemos destacar as ações que realizamos juntamente com o Ministério Público e com a Justiça. Conseguimos, com a agilidade nos processos, prender mais autores e até mandantes dos crimes, pois temos uma reposta rápida do judiciário em relação aos mandados de prisão, na abertura das oitivas e também nas condenações", enfatizou.

Rolli ainda disse que os inquéritos estão mais robustos, ou seja, com mais provas, por conta da utilização do serviço de proteção às testemunhas.

"A imagem e identidade dessas pessoas não são divulgadas e os suspeitos também não tem acesso a elas. Desta forma, as testemunhas prestam depoimentos sem medo e muitas vezes trazendo provas efetivas para nós, investigadores" afirmou Rolli.

Para o delegado, a diminuição é expressiva e, em contrapartida, relativa."Os crimes vão existir, não conseguimos impedí-los. Pode ser que no próximo semestre o número aumente, mas dando uma resposta eficaz para estes casos através das investigações isso pode inibir uma parcela dessa onda de criminalidade", concluiu.

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