segunda-feira, 10 de julho de 2017

Delegado pede prorrogação de prisões de detidos na Operação 'Houdini' em Araxá

Conselho de Participação e Integração da Comunidade Afro Brasileira é investigado por desvios de verbas. Defesa e Prefeitura se posicionaram sobre o assunto.

Operação ocorru na semana passada em Araxá (Foto: Reprodução/TV Integração)Operação ocorru na semana passada em Araxá (Foto: Reprodução/TV Integração)

Operação ocorru na semana passada em Araxá (Foto: Reprodução/TV Integração)

A Polícia Civil em Araxá, no Alto Paraníba, informou nesta segunda-feira (10) que pedirá prorrogação das prisões temporárias dos quatro detidos na 1ª fase da Operação “Houdini”, que apura possíveis desvios de recursos públicos no Conselho de Participação e Integração da Comunidade Afro Brasileira de Araxá (Coafro).

Em posicionamento, a Prefeitura de Araxá informou que desde novembro de 2014, com a posse da atual administração, foi realizada uma ampla reestruturação no quadro funcional do setor de convênios e que tem adotado medidas rigorosas na fiscalização de entidades que usam dinheiro público.

No fim da última semana foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, oito de busca e apreensão e outros de condução coercitiva. Uma mulher de 41 anos, dois homens de 36 e 51 e um idoso de 63 foram encaminhados ao presídio de Araxá.

Os presos foram ouvidos após as prisões e agora o delgado quer solicitar a prorrogação para que continuem detidos e não interfiram nas apurações. “Foram interrogatórios realizados na quinta e na sexta-feira, durante mais de oito horas. Já temos informações de que realmente eles usavam notas fiscais fraudadas. Os comerciantes foram ouvidos e confirmaram esse procedimento. Estamos caminhando no sentido de pedir prorrogação das prisões”, destacou.

Renato ainda disse que há confissão de que as notas não estavam de acordo com os serviços prestados. “Existe confissão dos investigados e eles relataram que faziam isso por orientações do setor de convênios da Prefeitura, nós identificamos as servidoras do setor e vamos ouvi-las durante a semana”, acrescentou.

O delegado também informou que não é possível falar de valores desviados e as investigações continuam no intuito de apresentar um balanço final das fraudes. “Não temos esse valor final ainda. Estamos em fase de investigação. Essa semana serão feitos novos interrogatórios aos investigados para que no fim possamos apresentar esses dados de forma consolidada", disse.

“Nós informamos ao Ministério Público (MP) que vamos pedir a prorrogação, que é importante paras as investigações. A gente vislumbra, que se esses indivíduos estiverem soltos, eles vão atrapalhar as investigações e coleta de documentos”, completou.

De acordo com informações do delegado Renato Alcino Vieira, os recursos públicos municipais aportados pelo Coafro não retornavam efetivamente para a comunidade e não atendia ao objetivo proposto. "De certa forma estes membros desta entidade iludiam as pessoas. Temos um prestador de serviços que era a pessoa que fornecia notas fiscais para acobertar determinados desvios", ressaltou.

A reportagem do MGTV conversou na última semana com o advogado que representa o Coafro, Daniel Rosa. Segundo ele, os investigados já estavam prestando esclarecimentos à polícia e negaram as acusações. Ainda segundo Rosa, os quatro vão pedir a revogação das prisões temporárias.

Prefeitura

A assessoria de comunicação informou que desde novembro de 2014 vêm ocorrendo uma ampla reestruturação no quadro funcional do setor de convênio, bem como a implantação de regras mais rígidas e claras para o acompanhamento e fiscalização das prestações de contas de entidades que recebem recursos públicos.

Disse, ainda, que a prestação de contas em questão foi rejeitada após minuciosa avaliação realizada pela nova estrutura do setor de convênios.

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