Segundo Teresa Surita (PMDB), famílias que já deixaram a região devido à cheia do Rio Branco não irão mais voltar para suas casas. Anúncio foi feito no RRTV desta segunda-feira (10).
Prefeita fez anúncio em entrevista ao Roraima TV nesta segunda-feira (10) (Foto: Reprodução/Rede Amazonica Roraima)
A prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), anunciou nesta segunda-feira (10) em entrevista ao Roraima TV que vai retirar famílias, demolir casas e reestruturar o 'Beiral'.
A área fica na região que abrange os bairros Centro, São Vicente e Calungá. Atualmente, boa parte do 'Beiral', que fica às margens do Rio Branco, o principal rio do estado, está debaixo d'água.
Segundo Teresa Surita, as mais de 90 famílias que já deixaram a região devido à cheia não irão mais voltar à localidade.
Ela disse que 144 casas serão demolidas num primeiro momento, mas o número deve passar de 340 residências. De acordo com ela, 14 delas já estão prontas para serem destruídas à partir desta sexta-feira (14). As pessoas que vivem no 'Beiral' serão realocadas, garantiu.
Algumas irão receber residências do 'Minha Casa, Minha Vida' e as que não se encaixam no programa federal serão indenizadas. Enquanto aguardarem a construção das casas, as famílias serão atendidas pelo 'Aluguel Social', projeto aprovado na Câmara de Boa Vista na semana passada.
"Iremos construir 1.500 casas [pelo Minha Casa, Minha Vida]. Isso também já está negociado com a Caixa Econômica", afirmou Surita.
As famílias que deixaram a área entenderam a mudança, afirmou a prefeita. "A aceitação está sendo boa. As pessoas estão fazendo o acordo [com a prefeitura]. Ninguém está saindo por imposição", disse, acrescentando que a decisão da mudança já foi tomada.
Reestruturação do 'Beiral'
Após a retirada das famílias que vivem no 'Beiral', o local passará por uma reestruturação e será construído um espaço de lazer, o 'Igarapé Caxangá'.
"Toda a região do Beiral vai ser reestruturada. [...] Lá vai ser um projeto lindo, urbanizado, com praças e parques. Queremos fazer um projeto para que as pessoas possam ocupar a beira do rio como um lugar turístico. Todas as pessoas que estão ali vão para outros lugares".
Questionada sobre a questão do tráfico de drogas na região, Teresa afirmou que a prefeitura também irá trabalhar nesse problema.
“Essas pessoas vão ter que sair. Vamos trabalhar com elas e fazer a retirada. É um processo longo. Eu acredito que vai levar uns seis meses. Até o final do ano vamos ter isso resolvido", disse.
O projeto da obra já foi aprovado pelo Ministério da Integração, de acordo com a prefeita. O processo de licitação deve ser iniciado na próxima semana. A estimativa é que todo o projeto custe em torno de R$ 100 milhões.
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