Local, que está interditado por problemas na estrutura, foi vistoriado por técnicos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico.
A igreja matriz de Santana de Patos, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, passou por uma análise técnica de consultores do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) na última semana para levantamentos do grau de precariedade do local. A igreja está interditada por problemas na estrutura.
O imóvel foi construído no século 19 e já havia sido interditado em 2013. No ano passado, a igreja passou por algumas reformas e foi reaberta. Este ano, houve nova interdição por conta de problemas na estrutura. O técnico do Iepha, Fernando Roberto de Castro Veado, disse que é possível recuperar a igreja, mas que não se pode demorar muito para salvar o imóvel.
Segundo o diretor de Patrimônio Histórico (Dimep) de Patos de Minas, Geenes Alves da Silva , será necessário aproximadamente R$ 1 milhão para reforma e restauração do imóvel. Dependendo dos procedimentos a serem feitos, deverá ser pelas Leis de Incentivo à Cultura.
O laudo dos técnicos do Iepha deverá ser entregue à Prefeitura em 60 dias para as próximas providências de ação para intervenção no imóvel.
“Essa avaliação será remetida para nós como uma orientação para dar segmento aos trabalhos que são emergenciais e prioridades. O que tem que ser feito, na verdade, é uma reunião com os agentes diretamente envolvidos para poder definir um programa de trabalho, de ações, para juntos, conseguirmos viabilizar recursos para fazer a restauração completa do imóvel,” explicou o diretor da Dimep.
Na última reportagem feita pelo MGTV e G1, a única igreja católica de Santana de Patos tinha voltado a ser interditada pelo Corpo de Bombeiros, por problemas na estrutura. Em 2013 o prédio, que foi construído no século 19, foi interditado devido a problemas no telhado. Após reformas realizadas, o imóvel foi reaberto em outubro de 2016.
A vistoria realizada na época foi feita a pedido do Ministério Público (MP) após laudo de um arquiteto relatando as condições inseguras do local. Na época, o coordenador de Defesa Civil do município, tenente João Fernandes, do Corpo de Bombeiros, disse à equipe do MGTV que tanto a parte da estrutura de madeira quanto de alvenaria estão bastante comprometidas. “Há pedaços do forro que estão caindo aos pedaços e se soltando, o que poderá oferecer risco iminente às pessoas que frequentam o local”, contou.
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