domingo, 3 de setembro de 2017

Captura de mosca da carambola cai cerca de 60% em um ano no AP, aponta Diagro

Captura da mosca da carambola no Amapá sofreu queda de aproximadamente 60% (Foto: SFA/Divulgação)Captura da mosca da carambola no Amapá sofreu queda de aproximadamente 60% (Foto: SFA/Divulgação)

Captura da mosca da carambola no Amapá sofreu queda de aproximadamente 60% (Foto: SFA/Divulgação)

A captura da mosca da carambola no Amapá sofreu queda de aproximadamente 60% no período de um ano, informou a Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Diagro). De acordo com o órgão, foram 3,6 mil insetos capturados de janeiro a julho de 2017, índice bem abaixo dos 26 mil registrados no mesmo período do ano anterior.

Isso significa que o quanto menos captura a Diagro registrar, menor é o índice de infestação da praga, podendo deixar o Amapá livre da mosca da carambola, explicou a chefe da unidade de sanidade vegetal, Júlia Braga.

Desde 2015 a agência vem apresentando quedas nos índices de captura. No primeiro semestre do referido ano, foram registradas 47 mil capturas, com redução de 86% em dois anos.

“O balanço feito em dois anos aponta que há redução na captura e os dados refletem que estamos caminhando para a erradicação, que é o nosso principal objetivo", destacou.

A praga não ataca somente a carambola, mas também outros frutos como acerola, taperebá, tangerina, manga, goiaba, laranja, caju, tomate, jaca, jambo e outros frutos. As ações de combate são do Programa Nacional de Erradicação da Mosca da Carambola, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Júlia Braga, chefe da Unidade de Sanidade Vegetal e Olivan Saraiva, gerente do Núcleo de Defesa Vegetal (Foto: Jéssica Alves/G1)Júlia Braga, chefe da Unidade de Sanidade Vegetal e Olivan Saraiva, gerente do Núcleo de Defesa Vegetal (Foto: Jéssica Alves/G1)

Júlia Braga, chefe da Unidade de Sanidade Vegetal e Olivan Saraiva, gerente do Núcleo de Defesa Vegetal (Foto: Jéssica Alves/G1)

A primeira aparição da mosca foi registrada em 1996 em plantações de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. A praga consegue viver cerca de 126 dias e produz em média de 1,2 mil a 1,5 mil ovos durante o tempo de vida. O problema forçou o Ministério da Agricultura a proibir desde 2001 a exportação amapaense de 30 frutos considerados hospedeiros.

Para o gerente do núcleo de defesa vegetal da Diagro, Olivan Saraiva, a queda significa uma possibilidade do estado exportar a produção do fruto para outras unidades da federação e países. Segundo ele, este novo cenário vai incentivar a produção do setor agrícola.

“A erradicação vai contribuir economicamente, abrindo as portas da comercialização do fruto para exportação, que ainda não acontece em virtude da praga. Se os municípios forem decretados áreas livres da praga, o Amapá vai poder comercializar os frutos daqui para outros estados e até mesmo para o exterior”, enfatizou.

O trabalho desempenhado pela Diagro consiste em atividades de monitoramento de armadilhas que estão instaladas em pontos estratégicos e atividades de combate, que por sua vez, consistem na pulverização das plantas hospedeiras, coleta de fruto e aplicação de técnicas de aniquilamento de machos. A atuação é feita em todo o estado, mas as maiores capturas acontecem em Macapá, principalmente no distrito de Fazendinha, e Porto Grande, onde há maior incidência.

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