Jovem que agrediu o filho foi ouvida pela Polícia Civil e liberada (Foto: Reprodução/TV Integração)
O adolescente de 12 anos que foi agredido pela mãe na quarta-feira (4) no Centro de Juiz de Fora foi apreendido nesta sexta-feira (6) após causar danos na Escola Estadual Irene Souza Castro, em Espera Feliz.
A ocorrência de danos foi registrada pela Polícia Militar (PM) e, de acordo com as primeiras informações, ele também ameaçou outras pessoas com uma faca. O caso está em andamento, com a presença da mãe dele e do Conselho Tutelar na Delegacia de Polícia Civil da cidade.
O G1 não conseguiu contato com a Polícia Civil e aguarda retorno da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) sobre o registro desta manhã na instituição de ensino.
De acordo com o conselheiro tutelar, Jorge Carlos, o caso mais recente expõe a situação delicada enfrentada pela família há muito tempo.
"É muito complicado. Ele é acompanhado pelo Conselho, já esteve em abrigo, é tratado no Capes e no Creas. Nesta madrugada, ele fugiu de casa e foi localizado de cueca na rua. É um menino que não aceita limites, é citado em vários boletins de ocorrência e tem vários atos infracionais por furto e por ameaça, um transtorno psiquiátrico e comportamento agressivo", destacou.
Carlos disse que o Conselho está ciente da agressão registrada na quarta, mas ainda não foi informado oficialmente. Ele conversou com a mãe, de 27 anos, e com o filho. Ambos deram suas versões sobre o caso registrado em Juiz de Fora.
"A mãe contou que o problema começou antes da consulta, porque o garoto queria se soltar dela para roubar um cadeirante que viu saindo de um banco a caminho do consultório. Ela impediu e ele ficou muito agitado. O médico deu um laudo informando que ele não tinha condições de ser atendido e o liberou. Na saída, ele fugiu dela, que conseguiu alcançá-lo. Ele confirmou que deu uma cabeçada nela e, então, foi agredido com socos. A jovem contou que que reagiu de forma automática ao golpe dele. Foi a primeira vez que ela o agrediu e agora responderá pelo ato impensado", destacou o conselheiro.

Mãe que agrediu filho adolescente em Juiz de Fora vai responder por maus tratos
Agressões na rua
O caso foi registrado na Rua Santo Antônio, no Centro de Juiz de Fora, na quarta-feira (4). Populares procuraram um policial que fazia patrulhamento na região e informaram que uma jovem estava agredindo muito um garoto. O adolescente de 12 anos relatou que saiu de uma consulta médica com a mãe e tentou se soltar das mãos dela. Neste momento, segundo ele, sem motivos, ela começou a agredi-lo com socos no rosto e chutes, causando um sangramento na face.
A mãe explicou aos policiais que eles são de Espera Feliz (MG) e vieram até Juiz de Fora para uma consulta médica com um psiquiatra para o filho. Na saída, segundo o relato dela, o garoto começou, sem motivação, a fazer escândalo no meio da rua, se soltou das mãos dela e saiu correndo. Ela o perseguiu e conseguiu segurá-lo. Como o adolescente ficou muito nervoso, ela contou que, durante a tentativa de contê-lo, desferiu um soco no rosto dele.
Uma testemunha disse aos militares que viu o momento em que a mãe atingiu o rosto menino e que, momentos depois, notou que ela deu outro golpe no rosto dele e continuou o agredindo até o momento em que populares interromperam as agressões.
Ela foi detida, a princípio por lesão corporal, e encaminhada para a Delegacia de Plantão irá responder por maus-tratos. A suspeita assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e se comprometeu a comparecer na Justiça quando for solicitada. Em seguida, ela foi liberada. O caso será encaminhado para análise na 7ª Delegacia.
O adolescente teve ferimentos, foi levado para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), medicado e liberado.
De acordo com o Conselho Tutelar de Espera Feliz, a criança tem transtornos psiquiátricos diagnosticados e morava em um abrigo até dois meses atrás, por conta de maus-tratos. Como a mãe fazia visitas constantes ao filho, a instituição concordou, em audiência no Fórum, que estaria no momento dele voltar para casa. Mesmo após as agressões, a criança seguiu na casa da mãe.
A Vara da Infância e da Juventude informou que a Justiça ainda não foi comunicada oficialmente sobre o caso.
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