Amapá importa principalmente a carne bovina para consumo (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Com um rebanho que chega a 350 mil cabeças de gado, entre bovinos e bubalinos, o Amapá ainda importa 50% de toda a carne vermelha que consome, fator que reduz a arrecadação local com a pecuária, setor que atua no estado principalmente com o corte de búfalos.
O maior fornecedor é o vizinho Pará, segundo a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro). Para aumentar o índice local, o estado aguarda pela mudança do status em relação a contaminação por febre aftosa, que pode passar de médio risco para livre da doença.
"A nossa mudança de status vai dar a confiabilidade para investimentos na produção pensando em aumentar a produtividade por área hoje ocupada. Temos condições, de num espaço de tempo pequeno e com manejo adequado dobrar essa produção", prevê o diretor da Diagro, José Renato Ribeiro.
Vacinação reduziu casos de febre aftosa; último registro foi em 1999 (Foto: Divulgação/Secom-AP)
Com o novo status, a Agência crê que o Amapá possa atrair investidores para instalar plantas frigoríficas de grande e médio portes. Em área livre com vacinação, a carne poderá ser exportada para o mercado interno e externo internacional. Entre os destinos está a Guiana Francesa, que já tem abastecimento de produtos de origem animal oriundos do estado.
Atualmente, só dois frigoríficos localizados nas cidades de Macapá e Santana atendem a demanda de abate. Em cidades mais distantes, como Oiapoque e Laranjal do Jari, a produção ainda é distribuída a partir de matadouros, que atendem somente as próprias cidades.
Febre Aftosa
Apesar da vacinação ocorrer anualmente no Amapá, o último caso de aftosa foi registrado em 1999. Mesmo com a mudança para estado livre, o objetivo é eliminar a necessidade da imunização até 2020.
José Renato Ribeiro, diretor da Diagro (Foto: Jéssica Alves/G1)
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