quarta-feira, 4 de outubro de 2017

STJ nega liberdade a empresário acusado de aplicar golpe de R$ 900 mil no Amapá

Empresário Elton Félix Gobi Lira, de 31 anos (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Empresário Elton Félix Gobi Lira, de 31 anos (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Empresário Elton Félix Gobi Lira, de 31 anos (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou novo pedido de liberdade para o empresário Elton Félix Gobi Lira, de 31 anos, preso desde 15 de junho em Belém. Ele foi detido apontado como responsável por fraudes milionárias no Pará, Tocantins e também no Amapá, onde somente no município de Santana, teria causado um rombo de R$ 896 mil com a oferta de falsos investimentos previdenciários.

A decisão foi de 28 de setembro, mas foi publicada no Diário da Justiça na terça-feira (3). A magistrada indeferiu a liminar citando as justificativas dadas no primeiro pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), como o risco de fuga de Elton Lira.

No Amapá, o golpe teria acontecido após a empresa dele, a "Êxito Consultoria", firmar contrato com a prefeitura através do Instituto Previdenciário de Santana (Sanprev). A promessa era fazer render o valor em uma carteira de investimentos para que o dinheiro fosse usado no futuro para pagamento de aposentados e pensionistas.

Elton Lira foi preso em Brasília e trazido para Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)Elton Lira foi preso em Brasília e trazido para Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Elton Lira foi preso em Brasília e trazido para Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)

A direção do instituto informou que o contrato foi firmado em 2015, ainda na antiga administração da prefeitura.

O suspeito de estelionato chegou a apresentar periodicamente extratos que mostravam que o valor havia rendido e chegado a R$ 1,3 milhão, mas, depois foi descoberto que os extratos eram falsos, conforme a entidade. As aplicações também haviam desaparecido.

Os crimes atribuídos a Elton foram alvo da operação "Olho de Tandera", da Polícia Federal. A ação que cumpriu mandados em 20 de setembro chegou a conduzir coercitivamente em Macapá a ex-esposa do empresário, a jornalista Dayanne Lima.

Ex-esposa de Élton, Dayanne Lima, foi conduzida em operação da PF (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Ex-esposa de Élton, Dayanne Lima, foi conduzida em operação da PF (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Ex-esposa de Élton, Dayanne Lima, foi conduzida em operação da PF (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Investigação

A apuração do caso foi feita no Pará, que pediu a prisão de Elton depois de identificar fraudes previdenciárias que chegaram a R$ 20 milhões. As vítimas apresentadas até o momento são pessoas físicas e prefeituras de municípios do Pará. Elton se passava por investidor financeiro que apresentava aplicações na bolsa de valores que nunca existiram, conforme as investigações.

"Geralmente, ele marcava reuniões em hotéis de luxo aqui em Belém, ele fazia um network com vários políticos, pessoas da sociedade. Ele trabalhava, isso é fato, tem contato em vários fundos de previdência, então [ele fala] 'pra quem trabalha com universo de mais de R$ 20 milhões, para quê iria enganar pessoas físicas?'", declarou à TV Liberal o advogado Tiago Santos, da defesa das vítimas.

Pela internet, Elton ostentava o que conseguia comprar com o dinheiro dos investidores: relógios de ouro e carros importados. O comportamento dele revoltou as vítimas, que denunciaram o golpe.

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