Chef de cozinha Orazio Cattani atua com trabalho formal desde 2014 no Amapá (Foto: Orazio Cattani/Arquivo Pessoal)
Ter que lidar com um idioma e cultura diferentes são alguns dos desafios que os estrangeiros encaram em um novo país. Conquistar a possibilidade de um emprego formal também é uma conquista. O Ministério do Trabalho emitiu cerca de 100 autorizações para imigrantes trabalharem no mercado formal no Amapá, no período entre 2011 e 2016.
Os dados fazem parte do Relatório Anual 2017 sobre a inserção de estrangeiros no mercado de trabalho no país, divulgados pelo Ministério do Trabalho.
De acordo com o relatório, 2015 foi o ano que mais houve autorizações emitidas no estado (28). No último ano contabilizado, 2016, foram 15 autorizações para imigrantes.
Em todo o país, o número de formalização de estrangeiros no mercado de trabalho formal apresentou diminuição pela primeira vez na década, passando de 127.166 em 2015 para 112.681 em 2016, uma diferença de 13%.
Italiano, o chef de cozinha Orazio Cattani, de 56 anos, obteve a autorização para trabalho formal em 2014. Após trabalhar em países como França, Espanha e Indonésia, ele escolheu Macapá para morar e abrir um restaurante, que alia a alta gastronomia com ingredientes da Amazônia.
“Eu cheguei e tinha visto de turista. Conheci minha mulher e meu objetivo era que voltaríamos para a Itália. Mas, por ela ter filha estudando, decidi ficar e morar aqui. Fui atrás da permissão permanente e consegui formalmente em 2014, quando abrimos o restaurante”, contou Cattani.
Ministério do Trabalho autoriza estrangeiros a trabalharem de maneira formal no país (Foto: Orazio Cattani/Arquivo Pessoal)
O chef destaca que não enfrentou dificuldades para permanecer em terras amapaenses e que o respeito é um aliado, principalmente quando o assunto é trabalho.
“Eu nunca tive problemas por ser italiano no Brasil. Até porque desde que me formei sempre viajei pelo mundo. Portanto fui acostumado a enfrentar situações diferentes, como o idioma e a cultura, e isso tudo foi um estímulo para aprender. Quando se está em um lugar diferente, precisa-se respeitar as diferenças e ser humilde. Desta forma fica tudo mais fácil”, finalizou Cattani.
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