domingo, 17 de dezembro de 2017

Pistas de pouso e garimpos ilegais são identificados em áreas mapeadas pelo Exército no AP

Base Cartográfica do Amapá reúne dados de áreas mapeadas em todo o território estadual (Foto: Abinoan Santiago/Arquivo G1)Base Cartográfica do Amapá reúne dados de áreas mapeadas em todo o território estadual (Foto: Abinoan Santiago/Arquivo G1)

Base Cartográfica do Amapá reúne dados de áreas mapeadas em todo o território estadual (Foto: Abinoan Santiago/Arquivo G1)

Um mapeamento aéreo com uso de radares eletromagnéticos em áreas do Amapá teve os primeiros resultados divulgados pelo Exército Brasileiro. As imagens compõem a primeira etapa da Base Cartográfica do estado, plataforma que reúne dados de todo o território, que foram cartografados desde 2014.

Com imagens de alta resolução feitas em sobrevoos e com recursos tecnológicos de radares foi possível identificar pistas de pouso clandestinas e garimpos ilegais nas florestas, informou o governo do Amapá, que pretende usar as imagens para a delimitação de áreas a serem regularizadas.

Na primeira etapa do projeto foram mapeados 75 mil quilômetros quadrados. Os mapas cartografados abrangem informações e imagens de aproximadamente metade do território amapaense. A predominância desta escala é de dados de florestas e unidades de conservação, informou o coordenador de georreferenciamento da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Patrick Farias.

“Hoje o Estado já detém todas as imagens e modelos digitais da superfície. Então, em cima destes dados, temos totais condições de fazer uma gestão mais eficiente das nossas florestas. As instituições de ensino e pesquisa também já podem se utilizar destas informações”, enfatizou.

Levantamento está sendo feito pela 4ª Divisão do Exército Brasileiro (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Levantamento está sendo feito pela 4ª Divisão do Exército Brasileiro (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Levantamento está sendo feito pela 4ª Divisão do Exército Brasileiro (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

O trabalho coletou informações precisas sobre população, água, solo, vegetação, entre outras, e dados como imagens aéreas e de satélite. As imagens possibilitarão dados referentes a estradas, pistas de pousos, comunidades ribeirinhas, áreas indígenas, regiões isoladas, e uma série de outras utilidades.

De acordo com a Sema, as informações estarão futuramente disponíveis para consulta popular na internet, em um portal específico que vai hospedar a primeira etapa da Base Cartográfica, com previsão para ser lançado a partir de março de 2018.

“Qualquer órgão público ou empresa vai poder acessar os dados e usar as informações para executar planejamentos e projetos. A previsão é que esta primeira etapa já seja disponibilizada para consulta a partir de março”, informou.

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